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Bancos dos EUA reduziram exposição à Grécia nos últimos anos

Economia

Bancos dos EUA reduziram exposição à Grécia nos últimos anos

Nova York - O fato de que a Grécia não pagou um empréstimo ao Fundo Monetário Internacional (FMI) não deve criar perdas diretas significativas para os bancos dos Estados Unidos, mas isso pode afetar os mercados financeiros num nível suficiente para pesar sobre os resultados futuros dessas instituições, disseram analistas.

Os ministros das Finanças da zona do euro rejeitaram o pedido de Atenas de ajuda emergencial e o país não realizou um pagamento de 1,55 bilhão (US$ 1,74 bilhão) ao Fundo Monetário Internacional (FMI) que vencia nesta terça-feira. Os bancos gregos seguem fechados, após o Banco Central Europeu (BCE) congelar o nível de financiamento emergencial disponível para eles.

Nos principais bancos dos EUA, porém, a situação segue controlada, por ora. As ações dos seis maiores bancos norte-americanos subiram nesta terça-feira, acompanhando os índices acionários.

Parte da resposta fruto de anos de expectativa de que algo do tipo pudesse ocorrer. Os temores de que o governo e as companhias gregos não conseguissem pagar dívidas nos últimos anos levou grandes bancos dos EUA e da Europa a reduzir seus montantes de dívida grega.

O Bank of America, o Citigroup, o J.P. Morgan e o Morgan Stanley reduziram sua exposição somada a menos de US$ 2 bilhões, de US$ 3,75 bilhões há três anos, segundo o Office of the Comptroller of the Currency. "Os bancos tiveram cinco anos para reduzir sua exposição direta à Grécia", diz o analista Pri de Silva, da CreditSights.

Ainda que os efeitos indiretos possam ser dolorosos nos próximos trimestres, os acionistas dos bancos não parecem muito preocupados. O índice KBW Bank das ações dos grandes bancos norte-americanos caiu 2% desde o início da semana, em linha com a queda de 1,8% no índice S&P 500. Fonte: Dow Jones Newswires.