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BC eleva para 9% previsão para a inflação em 2015 e reduz a 4,8% para 2016

Economia

BC eleva para 9% previsão para a inflação em 2015 e reduz a 4,8% para 2016

Brasília - Depois das sucessivas surpresas com a inflação corrente, o Banco Central elevou mais uma vez sua estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2015. De acordo com o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) divulgado nesta quarta-feira, 24, a inflação fechará este ano em 9% pelo cenário de referência e não mais em 7,9% como projetava na edição anterior. Pelo cenário de mercado, a previsão anterior do BC também era de 7,9% para o IPCA deste ano e agora está em 9,1%.

Está cada vez mais claro que a autoridade monetária desistiu de tentar levar a inflação para o centro da meta de 4,5%. Tampouco, deverá reduzir o indicador para o teto de 6,5%. Com isso, a equipe liderada pelo presidente Alexandre Tombini terá de escrever uma carta ao ministro da Fazenda explicando os motivos que levaram a instituição a não cumprir sua tarefa bem como dar indicações sobre o que fará para reverter o quadro de descontrole dos preços.

O BC tem dito que sua missão é combater os efeitos secundários da alta da inflação deste ano. O objetivo é evitar transmissão para 2016 por meio da inércia. Por conta disso, os analistas devem se debruçar sobre a nova projeção do BC para o IPCA de 2015 e tentar calcular o quanto haverá de carregamento para o ano que vem.

2016

Para 2016, a projeção do BC para o IPCA, informação mais esperada pelo mercado financeiro nos últimos dias, é de alta de 4,8%, pelo cenário de referência. A estimativa anterior do BC era de 4,9%. A promessa do BC é entregar a inflação na meta de 4,5% no fim de 2016. Já no cenário de mercado, a previsão de alta de 5,1% para o próximo ano foi mantida.

As estimativas serão fundamentais para os analistas do setor privado calibrarem suas previsões para a próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para final de julho. A dúvida é sobre se o BC manterá o ritmo de alta de 0,50 ponto porcentual, como nos últimos meses, ou se já está se aproximando do fim do ciclo de aperto monetário. Desde outubro, o Comitê opta por elevar a taxa básica de juros ininterruptamente. Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano.

A mediana das previsões do mercado para o IPCA de 2016 está estacionada há cinco semanas em 5,50% no Relatório de Mercado Focus. No grupo Top 5, que reúne as cinco instituições que mais acertam as estimativas para o índice no médio prazo, a mediana das previsões está em 5,21%.

Em 12 meses

No caso da expectativa para o IPCA em 12 meses até o segundo trimestre deste ano, a previsão do BC passou de 8,0% para 9,0% Ao final do terceiro trimestre, a previsão subiu de 8,2% para 9,3%. Já para o índice em 12 meses até o primeiro trimestre do ano que vem, a projeção aumentou de 5,9% para 6,7%. Até o segundo trimestre de 2016, foi mantido em 5,4%. Todas estas estimativas fazem parte do cenário de referência.

Ainda nesse cenário, o BC informou que não alterou a estimativa de alta do IPCA acumulado em 12 meses até o terceiro trimestre de 2016, mantendo a projeção de 5,0%. Para o primeiro trimestre de 2017, a estimativa ficou em 4,7%, mesmo valor do documento anterior. Neste documento, o BC, pela primeira vez, estimou a inflação até o segundo trimestre de 2017, uma previsão de 4,5%. Esta semana, pela primeira vez, o grupo dos economistas que mais acertam as projeções para o IPCA de médio prazo - denominado Top 5 - reduziu sua estimativa para a inflação de 2017 para 4,5%.

Já no cenário de mercado, a projeção do BC para o IPCA em 12 meses até o segundo trimestre de 2015 passou de 8,0% para 9,0%. Até o terceiro trimestre deste ano subiu de 8,1% para 9,3%. A estimativa que consta no RTI para o IPCA de 12 meses até o primeiro trimestre de 2016 avançou de 5,8% para 6,8% e, até o segundo trimestre de 2016, de 5,3% para 5,5%. Ainda no cenário de mercado, o BC revelou que elevou sua estimativa para IPCA acumulado em 12 meses até terceiro trimestre de 2016 de 5,0% para 5,2%. Para o primeiro trimestre de 2017 passou de 4,9% para 5,0% e, para o segundo, foi estimado em 4,8%.