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BCE está preparado para contingências após plebiscito no Reino Unido, diz Draghi

Economia

BCE está preparado para contingências após plebiscito no Reino Unido, diz Draghi

São Paulo - O Banco Central Europeu (BCE) está preparado para todas as "contingências" que se seguirem ao plebiscito que definirá a permanência ou não do Reino Unido na União Europeia, na quinta-feira (23), afirmou hoje o presidente do BCE, Mario Draghi, durante discurso no Parlamento Europeu.

Segundo Draghi, o BCE fez "toda a preparação necessária" antes da votação sobre o "Brexit", ou seja, a possível saída do Reino Unido do bloco europeu.

Das três pesquisas mais recentes divulgadas no Reino Unido, duas indicam que os britânicos votarão pela continuidade do país na UE. Uma delas, porém, mostra vantagem da corrente que defende a saída do Reino Unido do bloco europeu, o que sugere uma disputa acirrada.

Draghi também reiterou a disposição do BCE de, se necessário, utilizar todos os instrumentos dentro de seu mandato para atingir seus objetivos, que incluem estimular o crescimento da zona do euro e conduzir a inflação regional para a meta da instituição, que é de taxa ligeiramente inferior a 2%.

Segundo Draghi, a recuperação econômica da zona do euro ganhou força no começo do ano e deve continuar em ritmo "moderado, mas constante". Ele prevê que a inflação da área continuará "em níveis baixos" nos próximos meses. Em maio, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro teve queda anual de 0,1%.

Draghi também comentou sobre a decisão da Corte Constitucional da Alemanha, mais cedo, de rejeitar questionamentos legais feitos ao programa Operações Monetárias Completas (OMT, na sigla em inglês) do BCE. Para ele, a decisão favorável mostra que o OMT está em linha com a legislação da UE e é compatível com o mandato do BCE.

O OMT foi anunciado em setembro de 2012, no auge da crise da dívida da zona do euro, em meio a temores de que o bloco poderia se desintegrar e semanas depois de Draghi prometer fazer "o que for necessário" para proteger o euro. Embora nunca tenha sido utilizado, a existência do programa, que prevê compras ilimitadas de bônus pelo BCE, ajudou a tranquilizar os mercados financeiros.