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Maior produtora de celulose do mundo lucra R$ 631 milhões no segundo trimestre

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Economia

Maior produtora de celulose do mundo lucra R$ 631 milhões no segundo trimestre

Principais fatores que levaram ao resultado foram a obtenção de créditos-prêmio do Imposto sobre Produtos Industrializados no valor líquido de R$ 568 milhões e o menor impacto com despesas

Empresa registra crescimento de 5% na venda de celulose em relação a 2013 Foto: Divulgação

A Fibria, líder mundial na produção de celulose de eucalipto, encerrou o segundo trimestre do ano com lucro líquido de R$ 631 milhões. O resultado representa uma melhoria significativa em relação ao lucro de R$ 19 milhões obtido no primeiro trimestre desse ano e ao prejuízo de R$ 593 milhões registrado no segundo trimestre de 2013.

Dentre os principais fatores que levaram a esse resultado, destacam-se a obtenção de créditos-prêmio do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) referente ao Programa Especial de Exportação (BEFIEX), no valor líquido após tributação de R$ 568 milhões, e o melhor resultado financeiro dado o menor impacto com despesas financeiras provenientes das operações de recompra de títulos de dívida da companhia. Excluindo-se esses efeitos, o resultado líquido da Fibria teria sido um lucro de aproximadamente R$ 139 milhões no segundo trimestre e um lucro acumulado de R$ 358 milhões no primeiro semestre do ano.

As vendas de celulose da empresa cresceram 12% frente ao primeiro trimestre de 2014 e 5% com relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo 1,334 milhão de toneladas. Com isso, os estoques de celulose encerraram o trimestre em 52 dias, nível considerado ótimo para a sua cadeia logística e 1 dia inferior ao registrado no segundo trimestre de 2013.

A produção de celulose ficou em 1,271 milhão de toneladas, mantendo-se estável em relação ao primeiro trimestre de 2014 e 1% inferior frente ao mesmo período do ano anterior em função da parada programada para manutenção na fábrica da Veracel que, diferentemente de 2013, foi realizada majoritariamente no segundo trimestre. Nos últimos doze meses, as vendas da Fibria totalizaram 5,265 milhões de toneladas de celulose, o que representa mais de 100% da sua produção no período.

Atenta às oportunidades de mercado, a empresa deu continuidade, nesse trimestre, às iniciativas de gestão do seu endividamento, tendo como destaque a liquidação antecipada de 78% do Bond 2021 (US$ 430 milhões), com custo de 6,75% ao ano, e a emissão de novo Bond de US$ 600 milhões com vencimento em 2024 que, além de ter um custo menor de 5,25% ao ano, proporcionou o alongamento do prazo médio de sua dívida para 52 meses. A Fibria encerrou o 1º semestre de 2014 alcançando uma economia anual de US$ 63 milhões em pagamento de juros em função das iniciativas de gestão de seu endividamento e com uma queda do custo médio de sua dívida em dólares de 3,8% ao ano.

O valor da dívida líquida fechou o trimestre em R$ 6,681 bilhões (equivalente a US$ 3,033 bilhões), 4% inferior em relação ao trimestre anterior e 19% inferior frente ao mesmo período de 2013. A alavancagem medida pela relação Dívida Líquida/Ebitda se manteve estável em 2,4x em dólar, e registrou queda para 2,3x em reais, o menor patamar desde a criação da empresa, em 2009, seguindo a meta estabelecida na Política de Endividamento e Liquidez da companhia, que visa a conquista do Grau de Investimento.

A Fibria registrou um EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de R$ 594 milhões, com margem de 35%, uma redução de 13% e 8% em relação ao trimestre anterior e ao mesmo período de 2013, respectivamente. A queda do EBITDA nesse segundo trimestre é explicada, principalmente, pelo menor preço líquido de celulose em reais e pelo maior custo do produto vendido – em boa parte, devido ao maior volume vendido.

Graças à sua condição estrutural de produzir energia por cogeração a partir de recursos naturais renováveis, a Fibria abastece seu processo produtivo e ainda gera um excedente energético. Nesse trimestre, a empresa entregou resultado expressivo em venda de energia, reduzindo seus custos e aumentando a sua competitividade.

No segundo trimestre, houve venda adicional de energia de R$ 23/t em relação ao primeiro trimestre do ano e de R$ 27/t quando comparada ao segundo trimestre de 2013, contribuindo substancialmente para que o custo-caixa de produção desse trimestre tenha aumentado 2,2% em relação ao ano anterior, abaixo da inflação medida no período pelo IPCA, de 6,5%, e da desvalorização do real frente à moeda americana, que atingiu 7,9%. A Fibria continua perseguindo a meta de manter o aumento de seu custo-caixa de produção em 2014 abaixo da inflação.