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Juro do rotativo do cartão de crédito sobe para 395,3% ao ano em julho

Economia

Juro do rotativo do cartão de crédito sobe para 395,3% ao ano em julho

Brasília - O juro médio total cobrado no cartão de crédito subiu 3,6 pontos porcentuais de junho para julho, conforme informou nesta quarta-feira, 26, o Banco Central. Em janeiro, a instituição passou a incorporar dados sobre esse segmento, que regula desde maio de 2013. Com a alta na margem, a taxa passou de 87,3% ao ano em junho para 90,9% ao ano no mês passado.

O juro do rotativo é a taxa mais elevada desse segmento e também a mais alta entre todas as avaliadas pelo BC, batendo até mesmo a do cheque especial. Atingiu a marca de 395,3% ao ano em julho ante 372,1% de junho, uma elevação de 23,2 pontos porcentuais na margem. No caso do parcelado, ainda dentro de cartão de crédito, o juro aumentou 1,3 ponto de junho para julho, passando de 118,2% ao ano para 119,5% ao ano.

Inadimplência

A taxa de inadimplência no crédito livre ficou em 4,8% em julho ante 4,6% de junho. Para pessoa física, passou de 5,3% para 5,4% na comparação mensal. Para as empresas, subiu de 5,3% para 5,4% de um mês para o outro. Desde o início do ano, verifica-se uma certa estabilidade no volume de calote ao sistema financeiro, segundo informou o Banco Central. A inadimplência do crédito direcionado avançou de 1,1% em junho para 1,2% em julho. O dado que considera crédito livre mais direcionado mostra inadimplência de 3,0% em julho, ante 2,9% em junho.

No crédito livre para pessoa física, a inadimplência no crédito pessoal passou de 2,2% em junho para 2,3% em julho. No cheque especial, subiu de 14,3% para 14,9% na mesma comparação mensal. Na aquisição de veículos, ficou estável em 3,9%, mesmo valor desde dezembro de 2014. No cartão de crédito, avançou de 7,2% para 7,5%.

Famílias

O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro caiu de 46,1% em maio para 45,8% em junho. O BC começou a fazer o levantamento em janeiro de 2005 e o retrato sobre o nível de dívidas brasileiras passou a ser incorporada na nota de crédito pelo BC no mês passado. O cálculo do BC leva em conta o total das dívidas dividido pela renda no período de 12 meses e incorpora os dados da Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar (PNAD) contínua e da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), ambas do IBGE.

Se forem descontadas as dívidas imobiliárias, o endividamento também apresentou leve queda em junho, ficando em 27,1% da renda anual. Em maio, estava em 27,4%. Esta taxa de dois meses atrás - a mais recente disponibilizada pelo BC - é a mais baixa desde março de 2009, quando os reflexos da crise internacional de um ano antes estavam mais latentes. Na ocasião, estava em 28,01%.

Ainda segundo o BC, o comprometimento de renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) permaneceu em 21,9% de maio para junho. Descontados os empréstimos imobiliários, o comprometimento da renda passou de 19,6% em maio para 19,5% em junho.