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Banco Mundial rebaixa projeções para Rússia e espera contração de 3,8% em 2015

Economia

Banco Mundial rebaixa projeções para Rússia e espera contração de 3,8% em 2015

Moscou - A perspectiva para a Rússia piorou e ela deve contrair mais no próximo ano, afirmou o Banco Mundial nesta quarta-feira. Dependente do petróleo, a economia do país deve agora encolher 3,8% em 2015 e mais 0,6% em 2016, segundo o cenário mais provável traçado pela instituição. Em junho, o Banco Mundial esperava contração de 2,7% neste ano e uma reversão para crescimento de 0,7% no próximo.

"As condições adversas externas representam um sério desafio para as perspectivas de crescimento no curto prazo", afirmou o Banco Mundial em relatório. "Além disso, a alta incerteza política prevalece e a perspectiva do país depende não apenas da evolução dos fatores externos, mas também da capacidade interna de se adaptar a um contexto macroeconômico e fiscal difícil."

O Banco Mundial apontou que o consumo, principal motor da economia russa, recuou para nível recorde, ilustrando a profundidade da recessão enfrentada pelo país. Além disso, a demanda de investimentos continua a encolher pelo terceiro ano seguido.

No cenário mais pessimista do Banco Mundial, no qual os preços do petróleo podem recuar abaixo da projeção de US$ 53 o barril, o Produto Interno Bruto (PIB) do país pode encolher até 4,3% neste ano e mais 2,8% em 2016, seguido por um crescimento zero em 2017. Já o cenário mais positivo é de contração de 3,1% neste ano e de crescimento de 1,3% em 2016.

O Ministério da Economia russo disse no mês passado esperar que o PIB russo encolha 3,3% neste ano, mais que os 2,8% antes projetados. Autoridades russas esperam, porém, que o país volte a crescer em alguns trimestres, para avançar 2% em 2016.

O Banco Mundial elogiou as autoridades monetárias e fiscais russas por seu trabalho para lidar com a crise econômica e financeira. Mas a instituição reiterou seu pedido por reformas estruturais, cruciais para o desenvolvimento econômico e para evitar que o país entre em um equilíbrio de crescimento fraco. Fonte: Dow Jones Newswires.