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BC projeta dívida líquida do setor público de outubro em 45,4% do PIB

Economia

BC projeta dívida líquida do setor público de outubro em 45,4% do PIB

Ele lembrou que Dívida Bruta do Governo Geral, que chegou a 70,7% do PIB em setembro, está no maior da série histórica do BC para qualquer mês

O chefe-adjunto do Departamento Econômico do Banco Central apresentou também a elasticidade da DLSP ante o PIB Foto: Agência Brasil

Brasília - O chefe-adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, Fernando Rocha, afirmou nesta segunda-feira, 31, que a estimativa do BC para da Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) em outubro é de 45,4% do PIB, considerando um câmbio a R$ 3,13 (alta de 3,56% ante o fim de setembro). No mês passado a DLSP) atingiu 44,1% do PIB.

Já a Dívida Bruta do Governo Geral deve chegar a 71,3% do PIB em outubro, na avaliação do BC. Em setembro, a divida bruta ficou em 70,7% do PIB, o maior patamar da série histórica do BC para qualquer mês.

"A reversão da tendência de crescimento da dívida pública dependerá da geração de superávits primários e também do desempenho do PIB. O início dessa reversão é uma coisa que deve demorar alguns anos", avaliou Rocha. "Não temos como apontar um ano para essa reversão da alta da dívida pública. Ainda levará alguns ano para o retorno de superávits primários e a dívida deve cair a partir disso", completou.

Efeito do câmbio

Fernando Rocha destacou que a DLSP, que atingiu 44,1% do PIB em setembro, sofreu pouco impacto cambial no mês passado. "No mês passado o real ficou praticamente estável, então, o efeito do câmbio sobre a dívida líquida foi pequeno. Portanto, não houve redução da dívida líquida em função do câmbio", comentou.

Ele lembrou que Dívida Bruta do Governo Geral, que chegou a 70,7% do PIB em setembro, está no maior da série histórica do BC para qualquer mês.

O chefe-adjunto do Departamento Econômico do Banco Central apresentou também a elasticidade da DLSP ante o PIB em relação às variáveis que interferem em seu resultado. No caso do câmbio, cada 1% de variação tem impacto imediato de 0,16 ponto porcentual (pp) em sentido oposto, o que equivale a R$ 9,957 bilhões.

No caso da Selic, a cada 1 pp de alteração mantida por 12 meses tem reflexo de 0,36 pp na DLSP/PIB no mesmo sentido, o que representa R$ 20,472 bilhões em valores correntes. Já cada alta ou baixa da inflação (basicamente IPCA) de 1 pp mantido por 12 meses tem impacto 0,15 pp no mesmo sentido na DLSP/PIB, ou R$ 9,55 bilhões em valores nominais.

Conta de juros

Rocha comentou ainda que os principais fatores determinantes para a redução da conta de juros do swaps neste ano são o estoque desse tipo de operações e o câmbio. "Houve uma redução de mais de 75% do estoque de swaps em mercado em 2016. Então as taxas incidem sobre uma base menor", detalhou. "Com estoque menor de swaps, o impacto sobre juros daqui para frente será menor", completou.

Além disso, Rocha lembrou que o real teve uma depreciação acima de 50% no ano passado, o que gerou prejuízos em swaps. Já neste ano, a apreciação de 17% da moeda gerou ganhos de R$ 77,1 bilhões com essas operações.

"Se uma melhora da situação política gerar um câmbio mais estável, isso deve reduzir significativamente o impacto dos swaps na conta de juros", avaliou.