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Após reunião da Opep, preço do petróleo deve seguir pressionado em 2016

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Economia

Após reunião da Opep, preço do petróleo deve seguir pressionado em 2016

São Paulo - A decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de manter na semana passada sua política para a commodity inalterada e a esperada alta na produção do Iraque e do Irã, no próximo ano, mostram que não deve haver alívio à vista para o preço em 2016, diz a corretora PVM em nota. Segundo ela, a produção adicional nos dois países deve resultar em um aumento de 2 milhões de barris ao dia na oferta global.

Na avaliação do Morgan Stanley, a Opep parece acreditar que a tática de manter a produção em alta, para defender a fatia de mercado, está funcionando. Além disso, o cartel parece também crer que tem capacidade limitada para equilibrar os preços. O banco prevê ainda que o completo retorno do Irã ao mercado pode ocorrer antes do esperado, já que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) recentemente divulgou que não via evidência digna de crédito de que Teerã recentemente tenha se envolvido em atividades para buscar armas atômicas.

Já a ANZ Research diz que, com a decisão de Opep de manter a política, os países de fora do grupo terão de arcar com a maior parte da adaptação ao atual mercado, já que para estes o custo é em geral maior para a produção, o que pressiona seus lucros. A ANZ Research diz que o foco agora estará nos estoques dos Estados Unidos, que têm mostrado tendência de alta há dez semanas. A produção estável dos EUA nos últimos meses sugere que os produtores norte-americanos têm se adaptado bem ao preço baixo do petróleo, diz relatório da ANZ Research.

Para o diretor de pesquisa em commodities do Commerzbank, Eugen Weinberg, qualquer acordo sobre uma cota de produção para a Opep teria sido melhor que a decisão tomada de deixar a questão em aberto. Para o analista, o fato de que o cartel "concordou em discordar" e que pretende voltar ao assunto em junho de 2016 deve gerar dúvidas sobre se a Opep pode mesmo continuar a existir em seu atual modelo. "Para os próximos meses, não devemos esperar qualquer apoio positivo da Opep para os preços do petróleo", afirma ele.