Vamos falar sobre sífilis?

No mês de outubro temos uma data que faz um alerta sobre o aumento dos casos de sífilis, doença transmitida por meio do sexo ou transfusão sanguínea. É o Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita.  Em terras capixabas os dados preocupam: o Espírito Santo possui a 2ª maior taxa de detecção de sífilis adquirida no cenário nacional, segundo dados do Boletim Epidemiológico de 2017. Ainda de acordo com o estudo, a maior parte das notificações ocorreu em pessoas entre 20 e 29 anos, o que revela que a juventude vai à contramão da utilização do preservativo.

O número alto de jovens infectados está ligado à mudança no perfil de comportamento desses indivíduos e a maneira que lidam com as relações. Os adolescentes e jovens estão diante de diversas possibilidades, que inclui a questão de ser estimulado pelo grupo. Une-se isso ao excesso de confiança e temos aí uma falsa ideia de que são imbatíveis. É como se eles acreditassem que possuem uma super proteção e que nada os abalará. É como se não tivessem medo da contaminação.

Outro problema que pode estar ligado a essas contaminações são as referências que esses jovens têm ao longo de suas vidas sexuais. Alguns criam ideias irreais do que é um sexo prazeroso e saudável a partir daquilo que veem em filmes pornôs. Muitos, se não a maioria, não usa preservativo. Esses próprios vídeos educam o adolescente, o jovem, as pessoas em geral a não utilizarem a camisinha.

A falta de uma educação sexual também contribui muito para que os jovens se infectem. Não é só como o corpo funciona biologicamente, mas o que acontece com uma pessoa quando ela se relaciona, as suas emoções, seu prazer, o que pode acontecer depois que uma pessoa está com a outra. Então são questões mínimas e básicas que não são trabalhadas nem nas escolas, nem nas famílias.

É importante ressaltar que a  falta do alerta e até a inexistência de um diálogo sobre sexo e sexualidade contribui para a formação de um indivíduo com mais chances de ser exposto a essas situações, bem como conflitos internos.

 

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