• Velocidade do vento

  • Previsão de chuva

  • Nascer do sol

  • Por do sol

Umidade relativa do ar: Índice de raios UV:

Movimento LGBT do ES diz que casal gay da Terceira Idade ajuda quebrar preconceitos

Entretenimento

Movimento LGBT do ES diz que casal gay da Terceira Idade ajuda quebrar preconceitos

“A homossexualidade existe em qualquer idade e é uma população vulnerável", disse a coordenadora do Fórum Estadual LGBT do ES, Deborah Sabará

Beijo entre duas mulheres chocou alguns e agradou outros Foto: Reprodução

O primeiro capítulo da nova novela Babilônia, da Rede Globo, provocou a ira e também a admiração dos telespectadores após a inusitada cena de um beijo gay entre duas mulheres. Não fosse só o beijo suficientemente polêmico, as personagens são idosas e interpretadas pelas reconhecidas atrizes Nathalia Timberg, 85, e Fernanda Montenegro, 85.

Aqui no Estado alguns líderes religiosos não gostaram da nova versão de família criada pelo autor da novela, as duas personagens criam o neto de uma delas como se fosse um filho. Para a coordenadora do Fórum Estadual LGBT do Estado, Deborah Sabará, a novela mostrou a realidade, já que as relações homoafetivas estão em todos os lugares. 

“A homossexualidade existe em qualquer idade e é uma população vulnerável, ainda mais se tratando de pessoas na melhor idade. Há muitos casos de invasão de casas dessas pessoas, porque elas são mais frágeis”, destacou.

A coordenadora do Fórum LGBT ES falou que existem cenas de novelas que deveriam chocar muito mais do que um simples beijo entre mulheres que se amam, e citou a morte do personagem de Alexandre Nero, o Comendador, da última novela, onde o filho mata o pai, mesmo após ter sido perdoado por ele. Outro detalhe revelado por Sabarah é que a novela deve encorajar casais homossexuais femininos, já que elas têm mais dificuldade de se assumir do que os homens. 

A concepção de família formada pelas companheiras e pelo neto de uma delas criado como filho, interpretado pelo capixaba Chay Suede, não está distante da realidade brasileira explicou Toninho Lopes, militante do Movimento LGBT e professor. Esse novo arranjo familiar já é comum, inclusive as famílias homossexuais têm seus direitos garantidos por lei desde 2011, quando a relação homoafetiva foi reconhecida como união estável. 

“As pessoas ficam perplexas quando uma cena dessa é levada para o horário nobre, há muitas reações de cunho homofóbico na desconstrução da família tradicional” 

Para Lopes o casal de mulheres trará uma discussão dentro próprio universo LGBT, que também não está isento dos seus preconceitos. “Os homossexuais com mais idade sofrem preconceitos em seu meio, as pessoas com idade mais avançadas também tem o direito de se relacionar”.