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Após temporada no exterior, monólogo ‘A Culpa’ retorna a Cachoeiro de Itapemirim

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Entretenimento

Após temporada no exterior, monólogo ‘A Culpa’ retorna a Cachoeiro de Itapemirim

O espetáculo, que estreou em Cachoeiro de Itapemirim no ano de 2012, já percorreu vários estados brasileiros e países europeus e latino-americanos

O monólogo ‘A Culpa’ será apresentado gratuitamente na Sala Levino Fanzeres, em Cachoeiro, na sexta-feira Foto: ​Divulgação

O monólogo ‘A Culpa’, baseado no texto da ‘Carta ao Pai’, do escrito tcheco Franz Kafka, retorna à Cachoeiro de Itapemirim, após uma temporada por vários estados brasileiros, Europa e América Latina. A apresentação será na sexta-feira, às 20h, na Sala Levino Fanzeres, no Palácio Bernardino Monteiro, no centro. A entrada é gratuita.

A peça foi contemplada pela Lei Rubem Braga de incentivo à cultura do município. ‘A Culpa’ já foi apresentada em festivais do nordeste, sudeste e sul do país. No exterior, ganhou palcos no Chile, Colômbia, Uruguai, Portugal e Itália.

“Estimo que cerca de 2 mil pessoas já a tenham assistido. Sempre temos muito boa aceitação do público. Apesar de ser escrita em português, ela é bem avaliada por estrangeiros, que embora não dominem nossa língua, entendem a mensagem e se admiram com a montagem”, conta o adaptador do texto e ator da peça, Luiz Carlos Cardoso.

Sinopse

‘A Culpa’ é um mergulho na alma do homem moderno. Um mergulho sem volta. No texto ‘Carta ao Pai’ não há personagens ficcionais. O autor expõe suas intempéries, gostos e desgostos, admoestações, sentimentos e emoções para com seu pai, um homem de postura rígida e marcante. O que poderia ser um grande desabafo se torna uma das grandes reflexões do século XX. 

Capitaneado pelo indivíduo criado a partir de uma criação coletiva do ator Luiz Carlos Cardoso e do diretor Carlos Ola e inspirado nas obras de Kafka, pode-se ver um ator no palco, buscando transbordar sentimentos ainda em construção, indo ao encontro de dúvidas que vão desde a não aceitação do pai pelo amor, pelo zelo e pelo crescimento do filho até o modo como ele se sentava a mesa. Quem manda e quem obedece? Até onde vão as relações de hierarquia e subordinação que enfrentamos todos os dias, inclusive dentro de casa? Pede-se licença a Kafka para dar um novo significado ao seu discurso, flertando com a dança experimental de Jeremias Schaydegger para (tentar) responder essas perguntas.