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Após mobilização de capixabas, filme Hoje Eu Quero Voltar Sozinho chega ao Estado

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Entretenimento

Após mobilização de capixabas, filme Hoje Eu Quero Voltar Sozinho chega ao Estado

Após uma semana de sua estreia nacional, o filme Hoje Eu Quero Voltar Sozinho chega às salas do Cine Jardins, em Vitória, nesta quinta (17). Dando continuidade ao curta Eu Não Quero Voltar Sozinho, dirigido em 2010, o longa foi pedido por vários fãs capixabas nas redes sociais. 

Em sua primeira semana, o filme, exibido em somente 34 salas em todo o país, ficou em quinto lugar no ranking de bilheterias. O longa conta a história de Leonardo (Ghilherme Lobo), um adolescente cego que tenta lidar com a mãe superprotetora, ao mesmo tempo em que busca sua independência. Quando Gabriel (Fabio Audi) chega à cidade, novos sentimentos começam a surgir em Leonardo, fazendo com que ele descubra mais sobre si mesmo e sua sexualidade. 

O processo de gravação começou em fevereiro do ano passado e durou quatro semanas. Para o ator e protagonista da obra, Ghilherme Lobo, 19, as semanas foram cansativas, mas extremamente enriquecedoras.

Precursor da mobilização no Estado para trazer o filme, Felipe Lima, 19, é fã da obra de Daniel Filho há anos desde a divulgação do curta na internet. O jovem criou junto com sua amiga, Rosangela, um grupo no Facebook para trazer o longa para as salas dos cinemas capixabas. “Criei o grupo duas semanas antes da estreia, a partir da mobilização, obtivemos algumas respostas das salas de cinemas, porém, a maioria dava desculpas dizendo que a distribuição do filme era limitada”, aponta. 

Mesmo com a resistência por parte de alguns cinemas, Felipe conta que não desistiu de insistir, continuou enviando mensagens, junto com outros fãs do filme até que obtiveram resposta do Cine Jardins. Questionado quando iria assistir ao filme, ele conta que está à espera do seu convite, que será enviado pela fan page "Ghilherme Lobo Fãs". 

Quanto a história transmitida no curta e agora no longa, Felipe conta que espera que a simplicidade permaneça. “A história do curta era bem simples, mas que chamava bastante atenção” conta. 

Por se tratar de descoberta da sexualidade, um tema pouco abordado no ensino de base, Ghilherme disse à reportagem do Folha Vitória que a importância disso parte da ideia de que aquele aluno que está na escola, e se sente diferente por ser homossexual, não se sinta "um ser a parte" da sociedade.

"A escola, sendo um centro de formação não apenas acadêmico, tem por dever tratar tais temas com sobriedade e imparcialidade, ou seja, levando a sério, trabalhando na parte de esclarecimento, sem defender, atacar ou incentivar a homossexualidade. Tratar com seriedade e normalidade, algo sério e normal”, afirma. 

Sobre a recepção do filme no Estado, o ator diz ter boa expectativa para os capixabas. “Visto que o filme vem agradando a maior parte do público de todos os lugares por onde passa, não posso negar que estou com boas expectativas”, disse.

Nas últimas semanas, várias mobilizações foram criadas em todos os estados do país para levarem o filme e a expectativa é a de que todas sejam atendidas.