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Nos limites do jazz e do hip-hop, BadBadNotGood

Entretenimento

Nos limites do jazz e do hip-hop, BadBadNotGood

- Snoop Doog apontou uma arma para um palhaço vestido de Donald Trump. Apertou o gatilho. Do cano do revólver saiu uma bandeirinha com a palavra bang em vez de uma bala. A sátira, no clipe da música Lavender, uma parceria do rapper com o grupo experimental BadBadNotGood (BBNG), foi suficiente para provocar a ira do presidente dos EUA. No Twitter, rede social na qual ele gosta de alfinetar adversários, Trump escreveu: "Vocês conseguem imaginar a barulheira que seria se Snoop Dogg, cuja carreira está afundando, tivesse mirado e atirado no presidente Obama? Cadeia para ele!" - ou seja, sobrou até para o antigo governante do país, Barack Obama, outro alvo constante do atual presidente.

"Não sabíamos que Snoop faria isso no vídeo", conta Chester Hansen, baixista de 23 anos do quarteto canadense BBNG, formado ainda por Matthew Tavares (teclado), Leland Whitty (saxofone) e Alexander Sowinski (bateria). "Não tivemos envolvimento com o clipe, mas adoramos", brincou o músico. A música, originalmente sem vocais, saiu no quarto disco autoral da banda, chamado IV, lançado no ano passado, e tem a participação do DJ norte-americano Kaytranada. Foi ele quem apresentou a canção ao rapper. "Assistimos a um vídeo com o Snoop, criando rimas com a nossa canção de fundo. Nós adoramos."

O hip-hop não é estranho ao quarteto iniciado nas artes do jazz no prestigiado Humber College, em Toronto, bastante conhecido pelos estudos do gênero musical no qual passeiam Charlie Parker, Chet Baker, Dave Brubeck, Dizzy Gillespie, John Coltrane, Miles Davis, entre tantos outros. Foi ao perceberem que partilhavam o gosto pelo rap que o BBNG nasceu - e eles já gravaram com rimadores importantes, como Ghostface Killah, do seminal grupo Wu-Tang Clan.

Atração do Nublu Jazz Festival, no ano passado, o BadBadNotGood volta a São Paulo para uma primeira apresentação solo, nesta sexta, 5, no Cine Joia. Fora do ambiente propriamente jazzístico, a banda de jovens, todos com menos de 25 anos, terá a chance de mostrar mais a fusão de gêneros exibida no mais recente disco, com soul, gospel, rap e, claro, jazz. "O show será um ambiente aberto. O que é interessante para nós", diz o baixista. "É sempre interessante perceber públicos diferentes reagindo às nossas músicas."

BADBADNOTGOOD

Cine Joia. Praça Carlos Gomes, 82, Sé, tel.: 3101-1305. 6ª (5),

à 0h. R$ 120 a R$ 140.

Abertura: Mahmed, às 23h

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.