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Eloísa Mafalda deixa sua marca ao viver personagens de destaque na TV

Entretenimento

Eloísa Mafalda deixa sua marca ao viver personagens de destaque na TV

Nascida em 1924, Eloísa Mafalda começou sua carreira no rádio, participando de radionovelas, e fez sua estreia no vídeo na antiga TV Paulista, que depois foi adquirida pela Globo

A atriz Eloísa Mafalda morreu aos 93 anos em Petrópolis, região serrana do Rio, na noite de quarta-feira, 16. A informação foi divulgada pela família nas redes sociais. Causa da morte não foi divulgada, mas ela sofria da doença de Alzheimer. A família ainda organiza o sepultamento e enterro, que deve ocorrer em Jundiaí, no interior de São Paulo. Ela deixa dois filhos, dois netos e dois bisnetos.

Nascida em 1924, Eloísa Mafalda começou sua carreira no rádio, participando de radionovelas, e fez sua estreia no vídeo na antiga TV Paulista, que depois foi adquirida pela Globo. Na emissora, a primeira atuação foi em O Ébrio, adaptação do clássico filme de Gilda de Abreu. Dando sequência à carreira na TV, fez outros inúmeros papéis marcantes da dramaturgia nacional, como a Dona Nenê na primeira versão de A Grande Família, em 1972, atuando ao lao de Jorge Dória e Brandão Filho. Outro personagem que marcou época foi a Dona Pombinha Abelha de Roque Santeiro, em 1985.

Foram pelo menos outros 40 trabalhos na Rede Globo, como nas novelas Mulheres de Areia, Gabriela, na qual deu vida à personagem Maria Machadão, que é a dona do Bataclan, o bordel da cidade. Em Paraíso, outro papel que deixou sua marca na TV, ela era Mariana, uma carola radical, que criou a filha isolada dos pecados do mundo, tanto que era conhecida como Santinha, interpretada por Cristina Mullins. Sua última participação na TV foi na novela O Beijo do Vampiro, de 2002.

Versátil, a atriz circulou por outros palcos. No cinema, seu primeiro trabalho foi em 1950, no filme Somos Dois. No teatro, estreou em 1965, em uma adaptação do clássico O Morro dos Ventos Uivantes.

O neto da atriz, Marcello Berro, prestou homenagem comovente nas redes sociais. "Foi a primeira mulher que me pegou no colo. Sim! Antes de colocarem no colo da minha mãe, ela me pegou da mão da obstetra e disse: 'É meu neto!’ Nosso amor sempre foi explícito. Quando aprendi a escrever, escrevi em todos os livros da casa dela, listas telefônicas, paredes, gavetas: Vó te amo".

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.