Top 10: melhores comédias românticas

Jani Valença Colunista de Moda

Olá, cinéfilos!

Na resenha de hoje vou apresentar as minhas 10 melhores comédias românticas em todos os tempos. O gênero, que é o queridinho do público feminino, possui vários sucessos recentes, e quanto digo ‘recentes’, digo dos anos 1990 para cá, mas não podemos esquecer que o amor, e uma boa dose de comédia, fazem parte da predileção do público, e também da natureza humana. Só para se ter uma ideia: em 1934, o vencedor do Oscar de Melhor Filme foi Aconteceu Naquela Noite, filme do gênero, e protagonizado por Clark Gable ( E o Vento Levou) e Claudette Colbert. Com isso, só reforço que o gênero tem história e muitas obras essenciais a serem descobertas.

Entre tantas excelentes comédias românticas da Época de Ouro de Hollywood, até a popularização do gênero nas últimas décadas, grandes filmes conquistaram espectadores, foram premiados e entraram no imaginário de muitos. Com isso, não posso deixar de citar Quanto Mais Quente Melhor (1959), A Levada da Breca (1938), Bonequinha de Luxo (1961), o imperdível Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977), meu filme predileto da filmografia de Woody Allen (e olha que tenho todos em minha cinemateca e faltam dedos nas mãos para escolher os meus melhores), Se Meu Apartamento Falasse (1960), também vencedor do Oscar de Melhor Filme, entre tantos outros.

Mas, para ser justo com o nosso público, minha lista final é somente composta por filmes dos anos 1980 para cá. Repleto de ‘figurinhas repetidas’, e obras fundamentais do gênero, já revi algumas delas várias vezes. E sempre que descubro alguém que ainda não viu, ela sobe para a “parte de cima da prateleira” e é imediatamente indicada. Confira agora as 10 melhores comédias românticas da história recente do cinema. OBS: Só para constar, não estão em ordem de predileção.

Harry & Sally — Feitos um Para o Outro (1989), de Rob Reiner
Além de possuir um ótimo roteito, Harry & Sally elevou a carreira da atriz Meg Ryan a “outro patamar”. Chegando a ser chamada de “namoradinha da América” após o sucesso do filme. A obra, que é co-protagonizada por Billy Crystal, apresenta os encontros e desencontros desse casal nada convencional. Cena clássica: Sally finge um orgasmo em uma lanchonete lotada.

O Casamento do Meu Melhor Amigo (1997), de P.J.Hogan
Eu simplesmente amo esse filme. Sem dúvida alguma, um dos meus três prediletos do gênero. Ele é carismático, engraçado, sensível, e conta com uma ótima atuação de Julia Roberts, além da presença de uma Cameron Diaz doce como nunca antes vista. Sem falar em Rupert Everett, que arrebenta como coadjuvante. Cena Clássica: como esquecer, ou não se empolgar, com a cena na qual eles cantam “I Say a Little Prayer (For You)” em uma mesa de restaurante? Simplesmente épica.

Sintonia de Amor (1993), de Nora Ephron
Uma das coisas mais legais no filme é que ele faz uma justa homenagem ao clássico Tarde Demais para Esquecer (1957), um dos maiores romances da história do cinema – e que já havia falado nele no post da semana passada. Protagonizado por Tom Hanks e Meg Ryan, o filme acompanha um viúvo, que após o filho dizer em uma popular programa de rádio que gostaria de arrumar uma namorada para o pai, acaba conhecendo Annie Reed, que logo se apaixona por ele. Mas, como você sabe, nada é tão simples assim né. Cena Clássica: a reunião climática no topo do Empire State Building.

Quem Vai Ficar Com Mary?’ (1998), dos Irmãos Farrelly
Repleto de humor negro, e todo o carisma de Ben Stiller e Cameron Diaz, esse é provavelmente o filme mais engraçado da lista, podendo ser facilmente colocado como uma típica comédia de erros. Mary, interpretada por Diaz, é disputada por vários homens apaixonados, entre eles Ted Stroehmann (Stiller), que faz de tudo para conquistá-la. Mas nada é muito fácil, né. Então, imagine só a confusão. Cena Clássica: Toda a parte introdutória, que culmina na cena na qual Ted prende seus genitais no zíper da calça.

Como se Fosse a Primeira Vez (2004), de Peter Segal
Carismático, engraçado e dono de uma ótima história, sempre digo o seguinte: se a mesma premissa fosse filmada por um diretor talentoso, e de forma um pouco mais séria, hoje estaríamos falando de uma obra irretocável. Não gosto de tudo no filme, mas a química entre Drew Barrymore e Adam Sandler compensa todos os equívocos, por exemplo, das dispensáveis cenas de Rob Schneider. A história do filme,que se passa no Havaí, se concentra no personagem Henry Roth, que se apaixona perdidamente por Lucy Whitmore, mas há um problema: Lucy sofre de falta de memória de curto prazo, o que faz com que ela rapidamente se esqueça de fatos que acabaram de acontecer. Com isso, Henry é obrigado a conquistá-la, dia após dia, para ficar ao seu lado. Cena Clássica: a cena da fita de vídeo. Veja e entenderá. 

‘Um Lugar Chamado Notting Hill’ (2004), de Roger Michell
Como não gostar de Notting Hill? Julia Roberts está fantástica, o filme une cenas engraçadas com outras muito sensíveis, Hugh Grant está em ótima forma e tudo é praticamente perfeito. Sem falar na  trilha sonora, ainda mais memorável devido ao hit “She”, cantado por Elvis Costello. Cena Clássica: quando a atriz mais famosa do mundo é flagrada pela imprensa no apartamento do modesto dono de livraria.

O Diário de Bridget Jones (2001), de Sharon Maguire
Sucesso de público e de crítica, imediatamente após chegar os cinemas transformou Renée Zellweger em uma das atrizes mais bem pagas e disputadas de Hollywood. No envolvente roteiro, Zellweger é Bridget, uma mulher de 32 anos, totalmente convencional, mas disputada por dois galãs do cinema: Hugh Grant e Colin Firth. Divertido, dono de ótimas atuações e excelente trilha sonora, é um daqueles filmes que deixa o espectador leve e com sorriso no cantinho da boca. Vale a pena conferir. Cena clássica: a cena da briga entre os pretendentes. Além de hilária, mostra a qualidade do elenco.

Alguém Tem Que Ceder (2003), de Nancy Meyers
Indicado ao Oscar de Melhor Atriz – para Diane Keaton – o filme escrito e dirigido por Nancy Meyers é bem ritmado e dono de grandes atuações, já que conta com um elenco de peso: Jack Nicholson, Keanu Reeves, Frances McDormand, Amanda Peet e Jon Favreau. Agora, não há dúvida que Nicholson e Keaton são responsáveis pelos melhores momentos do filme. Cena Clássica: Nicholson toma viagra para ter um desempenho surpreendente na cama, mas nada acaba acontecendo como o esperado.

Os Normais – O Filme (2003), de José Alvarenga Júnior
Quando vi o filme confesso que fui surpreendido. Não sabia nada da série, e pelo que me lembro, foi uma das vezes mais ri dentro de um cinema. Os quatro protagonistas: Luiz Fernando Guimarães, Fernanda Torres, Marisa Orth e Evandro Mesquita dão um show de atuação, e o roteiro é repleto de momentos hilários. Cena Clássica: é até difícil escolher. Mas fico com toda a sequência de tentativas de ciume entre os casais. O ápice é, sem dúvida alguma, a disputa pelo maior absorvente feminino.

Amor a Toda Prova (2011), de Glenn Ficarra
O mais legal desta comédia é que ela apresenta o ponto de vista masculino. Além disso, possui um elenco com grandes nomes: Ryan Gosling, Emma Stone, Steve Carell, Julianne Moore, Marisa Tomei, Kevin Bacon, e tantos outros. Quando Carl (Carell) descobre que a esposa o está traindo e quer o divórcio, foca na vida de solteiro e conta com o apoio de um especialista. Cena Clássica: o processo de aprendizagem de Carrel é todo ele muito engraçado.

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Ana Lima disse:

Adoro cinema

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