A agressão não é só física

Jani Valença Colunista de Moda

* A cantora Ivete Sangalo, aderiu a campanha  sinal vermelho. Foto: Divulgação. 

Quando nos referimos à agressão, não é somente física, e sim psicológica, moral, patrimonial e sexual. Este grave problema que degrada a integridade das mulheres é denotado pelo termo violência de gênero. Esse tipo de agressão é um problema universal que atinge milhares de pessoas de diversas classes sociais.

 

 

O psicólogo Franck Leal, alerta para o momento de isolamento social e o elevados casos registrados contra o mulher. Lembrando, que a agressão vai além do ato físico.

 

Podemos classificar, por exemplo, a agressão física quando à lesão corporal. A moral como atos que configuram, calúnia difamação ou injuria. A psicológica por atitudes como diminuição da autoestima, insultos e chantagens. A patrimonial quando há destruição de objetos, pertences pessoais, entre outros e a sexual como relação não desejada mediante a força ou por intimidação.

 

Desde que as medidas de isolamento social foram colocadas em prática devido ao combate a    COVID 19, diversas situações se agravaram entre elas, a violência doméstica.

Em notícia publicada recentemente pelo site “Ecoa mulheres”,  formam rede de apoio contra a violência doméstica na pandemia, uma vítima traz um breve relato de uma relação abusiva.

“Ele nunca tinha tido uma atitude parecida. Com a pandemia, a quarentena afetando nossa vida financeira, o estresse, a preocupação com grana… Acho que tudo isso fez com que ele perdesse a cabeça”. Diana Carvalho, De Ecoa, São Paulo, 08/05/20.

A convivência intensiva, a tensão do momento e o próprio isolamento social, podem contribuir para que o agressor demonstre comportamento abusivo.

O perfil do agressor é caracterizado por autoritarismo, impaciência, irritabilidade, e em alguns casos
esse comportamento se intensifica quando acompanhado do uso de drogas lícitas ou ilícitas.

 

Não se cale nunca diante de qualquer que seja o tipo de violência sofrida.

 

Muitas mulheres têm dificuldade de reconhecer que estão em uma relação abusiva ou tem medo de denunciar o agressor (a), se envolvendo cada vez mais na relação.

 Apesar de culturalmente considerarmos que a relação de casal é algo que somente diz respeito aos envolvidos, é importante ressaltar que familiares e amigos podem ajudar na identificação das relações abusivas, observando xingamentos, ciúme exagerados, palavras de ordens, entre outros.

O papel de amigos e familiares é fortalecer essas mulheres que por algum motivo sentem medo, dependência e não conseguem por um fim na relação.

É importante encorajar a vitima que vive em uma relação abusiva para que faça denuncia contra seu agressor. Que procure suporte e acione os órgãos competentes!

O número 180, um serviço disponibilizado pelo Governo Federal, que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, que tem por objetivo orientar as mulheres sobre seus direitos e encaminhá-las para outros serviços quando necessário.

Além disto, o apoio psicológico é de extrema importância para que possamos ajudar na superação das consequências causadas pela relação abusiva, assim possibilitando encerrar o ciclo de violência, construindo pontes para que a vítima reitere seus desejo e vontades que foram anulados no período da relação, reestruturando sua autoestima, confiança e saúde mental.

Em geral olhamos o problema como algo exclusivo do casal, mas a violência contra mulher é algo que diz respeito a todos. Assim como compreendemos nossos papéis  na sociedade como mulher, homem, amigo, família, profissional, também devemos entender que essa luta é de todos nós.


Franck
Leal é bacharel em Psicologia, formado pelo Centro Universitário Faesa.

CRP 16 | 7064

 

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