Filmes mostram caso Richthofen e relembram crime que chocou o país

Edu Coutinho Colunista de Entretenimento

“A Menina que Matou os Pais” e “ O Menino que Matou Meus Pais” tiveram seus lançamentos na última quinta-feira (24), movimentando as redes socais e alçando o topo de filmes mais acessados nas últimas 24 horas. Os filmes vêm chamando a atenção da crítica por conta das atuações dos protagonistas de uma das tramas crimininais mais conhecidas por boa parte dos brasileiros.

Tirando a histeria da estreia, o filme ganhou duas versões, sendo uma com a narrativa de Suzane von Richthofen, condenada em 2006 pelo envolvimento dos assassinatos de seus pais, e a outra de Daniel Cravinhos, que na época era namorado de Suzane e que também foi julgado como culpado.

Os filmes surgem quase 20 anos após o crime que abalou a sociedade brasileira. A história continua mexendo com o imaginário popular e sem esquecimento de boa parte da imprensa. O crime, que foi arquitetado e executado por Suzane von Richthofen, Daniel e Christian Cravinhos, ainda provoca reações adversas por parte da população que, mesmo com a condenação do trio, permanece atenta aos passos dos assassinos, em especial da filha que matou os pais. Suzane permanece presa em regime semi-aberto, podendo ter sua soltura concedida a qualquer momento por bons antecedentes e bom comportamento no cárcere. Com o anúncio das produções o caso voltou aos holofotes da imprensa gerando questionamentos se um filme sobre o crime seria de bom tom.

 

Carla Diaz vive Susane e Leonardo Bittencourt é Daniel Cravinhos em filme que relembra um dos maiores crimes do país. Foto: Santa Rita Filmes/Montagem 

 

>>Produção dos filmes

Com um projeto ousado e inédito para o mercado audiovisual brasileiro, dois filmes sobre o mesmo assunto poderia alcançar uma maior projeção, mas desliza nas repetições. Um filme quase não se difere do outro e praticamente têm as mesmas cenas dando um banho de água fria nos curiosos de plantão.

Os filmes foram gravados simultaneamente durante 33 dias, sendo até relatados pela atriz Carla Diaz durante o confinamento do reality na qual ela participou no início deste ano.

Ambas as produções trazem Suzane como uma menina rica, bem criada e com pais rígidos. Daniel Cravinhos, por outro lado, contrasta como um jovem que vem de origem humilde e que já tem uma vivência pelas circunstâncias que a vida lhe ofereceu.

 

 

Os filmes pecam por explorarem pouco algumas situações e por apresentar um final corrido, deixando o público sem saber como o assassinato foi planejado, bem como o pós-crime. Em algumas cenas fica clara a tentativa de romantizar dois adolescentes que foram vítimas das circunstâncias ou de que o crime foi cometido sem um planejamento ou de que o ato em si não é tão grave assim.

 

Carla Diaz e Leonardo Bittencourt. Foto: Santa Rita Filmes

 

Por fim, nota-se que as produções têm o requinte de uma luxuosa reconstituição de um crime bárbaro com o objetivo de chamar a atenção do público. Com boas atuações de Carla Diaz (de “O Clone” e “Chiquititas”) e de Leonardo Bittencourt (“Malhação”), que é o grande destaque dos filmes, sabendo dosar o personagem na medida certa. As produções apenas navegam na comoção social, com pitadas de curiosidade mórbida que tornam até natural um certo entusiasmo por parte de um público juvenil. É isso!

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ELEN CABRAL disse:

aonde vai passar? lançamento em cinema ou netflix?

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