Edtech capixaba valoriza profissionais LGBTQIA+

Edu Coutinho Colunista de Entretenimento

A Gama Ensino, startup de educação capixaba, defende a diversidade de gênero no mercado de trabalho.

 

Hoje  é comemorado o Dia Internacional do Orgulho da Comunidade LGBTQIA+. A data foi criada para conscientizar e reforçar a importância do respeito e da promoção de equidade social e profissional de pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, queer, intersexuais, assexuais, etc. No entanto, a discriminação na sociedade persiste e no mercado de trabalho não é diferente. As pessoas LGBTQIA+ enfrentam muitos desafios para ingressar nas empresas.

De acordo com um levantamento realizado pela plataforma LinkedIn, 35% das pessoas que foram entrevistadas já sofreram algum tipo de discriminação velada ou direta em alguma empresa. O estudo revelou que piadas e comentários homofóbicos foram os mais citados entre as formas de discriminação atual, por isso, muitos evitam expressar sua sexualidade e identidade de gênero no trabalho, pois sentem que isso pode impactar negativamente em sua posição atual.

 

Mas, remando contra a maré do preconceito, a edtech Gama Ensino, conta em seu quadro de colaboradores com diversas orientações sexuais, passando pelo heterossexual, homossexuais, e bissexuais. Atualmente, 21,2% dos funcionários se declaram homossexuais e 12,1% bissexuais.


Para o Diretor de Criação Lesley Sabaini do Lavrador, de 28 anos, o preconceito é mais sútil, as vezes está indiretamente em uma piadinha, nos olhares, na forma de falar, nos estereótipos, no entanto isso não quer dizer que é menos pior ou que melhorou, porque tudo isso continua sendo preconceito.

 

“Temos a informação de que as pessoas LGBTQIA+ trabalham duas ou três vezes mais, pois só se sentem aceitos na sociedade se forem funcionários perfeitos”, analisa Lesley.

 

Lesley Sabaini do Lavrador. Foto: divulgação


Ele conta que trabalhar na empresa tem sido muito bom, pois não enfrenta problemas em relação à sua orientação sexual e sempre foi muito respeitado.

“Nosso problema é como atrair e satisfazer os clientes e eu acho que esse deveria ser o foco de todas as empresas”, ressalta.

Para Nilton Sagrilo, fundador da empresa quanto mais diversidade no grupo, mais pluralidade de experiências sociais e pessoais existe dentro dele. 

“E essa amplitude de experiências sociais e pessoais é o principal combustível para a criatividade, inovação, e sobretudo para manter a empresa sempre conectada com a sociedade na qual ela está inserida e os clientes que ela atende”.

E acrescenta “Já passamos da fase onde a diversidade precisa ser somente respeitada e acolhida, hoje ela precisa ser cobiçada e entendida como uma grande vantagem competitiva para as empresas”.

 

Nilton Sagrilo. Foto: divulgação

 

A Desenvolvedora Front End, Carolina de Freitas Manso, 25 anos, considera que em todos os âmbitos as capacidades são desprezadas e contestadas. Não dão espaço, visibilidade e nem oportunidades para a comunidade LGBTQIA+.

 

Acho que todos nós já passamos por alguma situação em que nos sentimos envergonhados por sermos nós mesmos. São olhares, julgamentos e palavras que machucam e nos fazem duvidar de quem somos e no que acreditamos. No ambiente de trabalho não é diferente, está impregnado dessas construções sociais que nos invalidam e supervalorizam a heternormatividade como se essa fosse uma demanda essencial para um bom desempenho de trabalho”.

 

Carolina de Freitas Manso. Foto: divulgação


Ela acredita ser privilegiada por nunca ter sofrido homofobia dentro do ambiente de trabalho. “Sou grata por ter a oportunidade de poder participar de uma equipe que reconhece e respeita a diversidade sexual e a minha própria existência como mulher lésbica”, comenta.

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