Suado, sofrido, com lágrimas

08h30 de uma sexta-feira.

O coração acelera num ritmo que desconheço.

As mãos transpiram, os pés seguem na mesma direção.

09h00, bola que rola, rola a bola.

Apatia, erros, tensão, chute raspando.

Já não sei mais quanto tempo tem o jogo, mas os erros se acumulam, e mesmo a distância, chuto, cabeceio, gesticulo, divido… ufa, que tensão.

15 minutos de parada, o coração até parece acalmar, mas é um alarme falso.

Na esquerda, as arrancadas crescem, como cresce o nervosismo, a expectativa.

É da esquerda, é da direita, é o goleiro, o zagueiro a trave.

É pênalti! Não, não é…

As pernas começam a sentir, 6 minutos me restam, nos restam, para acreditar.

Acredita quem suou por 90 minutos lado a lado.

Acredita quem é apaixonado, ou como dizem, doente.

Da direita ela passa por Jesus, mas não por Coutinho, de bico, que lindo…

Já não existe suor, quase não existe voz…

Não tem mais risco, tem vontade.

Pelo meio Casemiro, Douglas Costa na direita, Neymar gol…

Ufa, enfim respiramos, enfim gritamos, enfim… enfim faltam palavras.

Que venha a Sérvia.

 

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