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Após recuo do STJD, Primeira Liga cria seu próprio órgão disciplinar

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Esportes

Após recuo do STJD, Primeira Liga cria seu próprio órgão disciplinar

Rio - A Primeira Liga irá anunciar ainda na tarde desta quinta-feira a criação de uma comissão disciplinar própria para analisar os casos envolvendo a Copa Sul-Minas-Rio. A decisão foi tomada às pressas após o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) informar a entidade, na quarta-feira, que não iria mais analisar os atos e infrações cometidos durante a competição, que foi vetada pela CBF na segunda-feira. A comissão disciplinar da Primeira Liga terá cinco auditores e um procurador.

"Encaminhamos em novembro um ofício ao STJD solicitando que ele fosse o órgão judicante da Primeira Liga. Recebemos uma resposta de que isso seria possível, e que uma comissão seria criada especialmente para a competição. Mas fomos surpreendidos com um comunicado no fim da tarde de quarta (dia em que aconteceu a primeira rodada) informando que eles não poderiam mais julgar os casos", explicou à reportagem o diretor jurídico da Primeira Liga, Eduardo Carlezzo.

Segundo ele, a comissão já está formada e o procurador também já foi escolhido. O anúncio dos nomes acontecerá ainda nesta quinta. "Agimos rápido, fizemos reuniões na noite de quarta e na manhã desta quinta e decidimos criar nossa própria comissão disciplinar. A Lei Pelé nos autoriza a isso", explicou.

De acordo com Carlezzo, a comissão seguirá o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), o mesmo utilizado pelo STJD. "Mas é importante ressaltar que as punições deverão ser cumpridas exclusivamente na Copa Sul-Minas-Rio. Ela não se estenderá a estaduais ou outro campeonato", destacou.

PROCESSO - A Primeira Liga deverá acionar a CBF judicialmente por causa da resolução publicada na segunda-feira que proibiu a competição. "Estamos analisando todas as possibilidades, em âmbito estadual, nacional e internacional. Efetivamente tivemos um grande prejuízo com o veto da CBF. Alguns patrocinadores que já estavam acordados conosco acabaram desistindo por causa daquele comunicado", afirmou Eduardo Carlezzo.