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Basquete e Handebol: modalidades que crescem no Espírito Santo

Esportes

Basquete e Handebol: modalidades que crescem no Espírito Santo

O basquete e o handebol estão crescendo cada vez mais no Espírito Santo. O handebol é destaque no Brasil e no mundo, tanto que a melhor jogadora do mundo, Alexandra Priscila, é capixaba. 

Mateus cresceu treinando basquete no Cetaf e hoje faz parte do time profissional do Espírito Santo. O atleta joga com colegas experientes, mas acompanha o ritmo. Para ele, treinar com jogadores mais velhos faz com que aprenda mais, o que o deixa ainda mais competitivo. “É sempre bom pra gente que é novo poder participar, ganhar experiência e treinar com gente que já tem o dobro de experiência que eu tenho. Alguns conselhos que eles dão na quadra fazem toda diferença na quadra”, disse.

Um exemplo para Mateus é o jogador Douglas Gouraska, de 30 anos, que passou pela liga de Sorocaba no ano passado, quando a equipe dele foi campeã da Super Copa Brasil. O jogador fez quase toda a carreira na Europa, onde jogou na Suíça e na Alemanha. Com experiência em times maiores, ele diz que a estrutura oferecida no Estado atende a qualquer jogador que chegar. “É uma estrutura que está crescendo e trabalhando para melhorar. Deu oportunidade para nós atletas jogarmos e disputar o campeonato”, afirmou. 

O esforço de um atleta é muito importante para se tornar um campeão. Mas a estrutura para o treinamento ajuda a desenvolver o potencial de cada um. O Ginásio Poliesportivo Presidente João Goulart, conhecido como Tartarugão, comporta competições de grande porte. 

A comunidade pode participar dos núcleos esportivos com diversas modalidades, assim, é feita a parte de inclusão social e de alto rendimento para os atletas que iniciam no esporte e depois fazem disso uma carreira. “É claro que a gente precisa avançar muito, como centro olímpico, federações, confederações e secretaria estadual do governo. Temos que estar sempre alinhados e sempre buscando o melhor para os nossos atletas, mas eu tenho a certeza de que a chegada do Centro Olímpico e o apoio que a Secretaria de Esporte está dando, é um divisor de águas do esporte de rendimento do nosso Estado”, disse o técnico e ex-jogador da seleção Márcio Azevedo. 

Investimentos como esses podem lançar mais atletas como o capixaba Anderson Varejão, grande ícone que jogou pela NBA. Anderson já ganhou vários títulos, inclusive o da Copa América de Basquetebol de 2009, realizada em Poro Rico, sendo cotado inclusive, para ganhar o prêmio de melhor jogador da competição. Participou também dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, ficando em 5º lugar na competição após perder nas quartas de final para a Argentina. 

A força de vontade de Anderson é admirada por muitos jogadores, sendo referência para quem quer brilhar no basquete. “Sempre se dedicou muito e sempre foi muito esforçado. Acho que quando você se dedica você tem grandes possibilidade de chegar onde ele chegou, que é o mais alto nível”, disse Mateus. 

Do basquete para o handebol, a equipe feminina do Estado foi a primeira a participar da liga nacional da modalidade, que é a principal competição de handebol das Américas. A técnica do time falou como conseguiram essa vitória. “Nós fomos abusadas, nós acreditamos que o Espírito Santo poderia participar de uma competição de ultra ponta e fomos correr atrás. Jogamos a classificatória e classificamos o Estado. Foi bom porque depois disso tivemos basquete no NBB, equipe de vôlei do Álvares na liga de vôlei, entre outros. É importante acreditar que o Espírito Santo é uma terra abençoada e que tem muito potencial”, declarou.  

E para alcançar mais conquistas para o time, o Vila Velha Handebol conta com um reforço, uma cubana muito experiente em competições. “Eu participei de campeonatos Centro Americanos em 2006 e nos jogos Pan-Americanos do Rio em 2007. Entre muitos outros”, disse a atleta Suleiky Hernandez. 

Suleiky que já passou por outros times e treinou em muitos lugares, falou sobre a estrutura que encontrou para o treinamento da modalidade. “É muito boa, é um projeto muito bom. Já passei dois anos aqui e não pretendo ir embora”, afirmou. 

A equipe é forte e conta com outras jogadoras que já passaram pela seleção brasileira, e no que depender delas, o handebol no Espírito Santo só irá crescer.