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Má fase de Sarah Menezes faz CBJ ligar 'sinal de alerta' para 2016

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Esportes

Má fase de Sarah Menezes faz CBJ ligar 'sinal de alerta' para 2016

São Paulo - Mais do que os quase 10 meses sem chegar ao pódio de uma competição internacional, é a falta de foco de Sarah Menezes que preocupa não apenas a Confederação Brasileira de Judô (CBJ), como o treinador dela, Expedito Falcão. Campeã olímpica em Londres-2012, a piauiense foi alçada ao posto de estrela do judô brasileiro e isso tem feito mal à atleta, que desde julho do ano passado não tem um bom resultado.

"Sinalizou o alerta pra gente. Ligamos o sinal amarelo. A gente está trabalhando nisso. A gente está focado nela, dando um tratamento diferenciado para ela retomar os resultados. Estamos tentando várias ações pontuais para tentar resgatar as performances dela", comenta Ney Wilson, o poderoso gestor de alto rendimento da CBJ.

Depois do título no Grand Slam de Tyumen (Rússia), em julho do ano passado, Sarah não venceu nenhuma luta importante. Perdeu da francesa Amandine Buchard na estreia do Mundial, ganhou só um confronto no Grand Slam de Tóquio (Japão) e confirmou a má fase sendo derrotada pela quase desconhecida israelense Shira Rishony em Dusseldorf (Alemanha), já neste ano.

"No Mundial ela errou. A menina era forte, aproveitou o momento. No Japão pegou a russa (Alesya Kuznetsova), que conseguiu anular um pouco em pé, finalizou no chão. O resultado que foi pior foi Dusseldorf. A Sarah não soube se impor contra uma menina que não é forte. Faltou se impor", analisa Expedito Falcão.

A CBJ tinha estipulado que grupos diferentes viajariam a Dusseldorf (Alemanha) e Samsun (Turquia), mas abriu uma exceção para levar Sarah ao Grand Prix que aconteceu no fim de semana passado. A piauiense não subiu ao pódio, mas chegou à briga por medalhas, em quinto, vencendo duas lutas. "Na Turquia já conseguiu fazer lutas melhores, brigar por medalhas. Voltar a focar no evento maior, que é os Jogos Olímpicos", aponta o treinador. "A postura, a agressividade voltaram nem Samsun", reforça Ney Wilson.

Expedito Falcão concorda com a análise feita pela CBJ: Sarah perdeu o foco. Treinando no Piauí, ela perde dois dias de treinos cada vez que vem ao Sudeste do País para eventos de patrocinadores ou para conceder entrevistas em estúdio. Menos treino, menos resultados.

Com o "sinal amarelo ligado", a CBJ já traçou um planejamento para que Sarah volte ao rendimento que a levou ao ouro olímpico. Todo mês, ela treinará pelo menos 10 dias em um grande clube do País, como Minas Tênis Clube, Pinheiros, Sogipa e Reação. "Se está faltando material humano pra treinar, é mais do que justo que ela vá procurar material humano", comenta Falcão.

Além disso, o CT da equipe Expedito Falcão, em Teresina, deve receber mais regularmente a visita de atletas da categoria de Sarah, para que ela treine com rivais de alto nível. Apesar da má fase, a piauiense ainda é segunda do ranking mundial. Mas ela tem 1.216 pontos para defender até o Mundial. Entre ela e Nathália Brígida, segunda melhor brasileira da lista, são 1.355 pontos. A garota de 22 anos, porém, foi ao pódio em três competições internacionais só em março.