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Mães capixabas encontram no esporte uma forma de inclusão para os filhos com deficiência

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Esportes

Mães capixabas encontram no esporte uma forma de inclusão para os filhos com deficiência

Confira histórias de mães que encontraram no esporte uma maneira de lidar com as dificuldades da atualidade. A prática é uma forma de inclusão para filhos e mães!

Dizem que o esporte é uma das maiores – e melhores - ferramentas de inclusão social. E realmente é! Por trás dos atletas existem grandes histórias, e é e grandes incentivadoras que, em sua maioria, são mães. Mulheres que encontraram no esporte uma oportunidade para superar os problemas.

Na véspera do Dia das Mães, o Folha Vitória separou grandes exemplos de superação e histórias de mães capixabas que encontraram no esporte uma maneira de lhe dar com as dificuldades presentes na rotina dos filhos com deficiência física.

Maxcileide com a mãe, Tatiane, e com sua equipe de basquete Foto: Divulgação

Tatiane Viana Ramos, mãe de Maxcileide, é um dos grandes exemplos de mães que encontraram no esporte uma forma de inclusão para a filha, e de alegria. Maxcileide, de 17 anos, ao nascer, teve falta de oxigênio cerebral, que resultou em paraplegia flácida. Notícia que, no primeiro momento, abalou Tatiane. Mas isso não foi motivo para pensar em desistir da filha.

“Saber que minha filha não poderia andar foi bem complicado, porque sabemos que fazer certas coisas não é fácil com esse tipo de limitação. Foi um choque. É a primeira criança com necessidade especial na família, e não sabia o que fazer, e nem a quem recorrer. Mas fui em frente”, explicou Tatiane Vieira.

Tatiane logo procurou um tratamento para a filha, que ainda pequena, foi convidada para conhecer o basquete para cadeirantes, que seria um grande auxiliar em seu tratamento. Maxcileide se apaixonou pela modalidade, mas teve que fazer uma pausa por causa de uma cirurgia. Anos depois, foi liberada novamente para praticar o esporte, e hoje não se vê fora dele. Para a mãe Tatiane, não existe emoção maior do que ver a filha em jogos e competições. Maxcileide chegou a participar de um torneio em Recife e, claro, com todo apoio da 'mamãe coruja'.

“Sempre a apoiei. Se ela quer e gosta de fazer, temos que auxiliar. O esporte traz para ela a sensação de liberdade, auxilia no trabalho em equipe, na comunicação e mostra que ela é realmente capaz de fazer muitas coisas, como qualquer outra pessoa. O momento mais emocionante no esporte foi quando a levei no aeroporto, pois ela iria para uma competição em Recife. Ali tive mais certeza da importância do esporte para ela”, finalizou Tatiane. 

Luiz Fernando acompanhado da mãe, Solange Tulher Foto: Divulgação

Do basquete para o Rugby. Solange Tulher viu o filho, Luiz Fernando Tulher, de 21 anos, encontrar neste esporte tão desafiador, uma motivação para sair de casa e interagir. O que para ela foi uma das melhores coisas que aconteceu desde que o filho ficou tetraplégico. Há três anos, o jovem levou um tiro na coluna e, ao saber que o filho não iria mais andar, ficou assustada.

“No primeiro momento, o que me aliviou foi saber que meu filho estava vivo, isso era o mais importante. Depois foi administrar a nossa vida. Tivemos que adaptar as coisas para o Fernando. Precisei parar de trabalhar para cuidar dele. Não foi fácil, mas nunca deixei de dar ao meu filho todos os cuidados que ele precisaria”, declarou Solange Tulher.

Fernando, ao começar o tratamento, conheceu outro rapaz tetraplégico, que o convidou para conhecer o esporte. O jovem resistia a todo o momento, mas Solange sempre o incentivava, e sabia que faria bem para o filho. Atualmente, Fernando é apaixonado pela modalidade. Não falta um treino. E sabe quem não sai das arquibancadas? A mãe. Solange é considerada a torcedora mais animada, que incentiva não apenas Fernando, mas todos os meninos que participam.

“Sempre acompanho. As pessoas até ficam sem jeito ao me ver torcendo, animando e gritando. Eu faço tudo por eles, e fico imensamente feliz porque sei das limitações, mas estão ali, firmes e fortes. Isso mostra que não existe nada que prenda esses meninos, e como mãe, não existe alegria maior”, disse Solange.

João Vitor com a compahina da mãe, ao participar de um dos treinos no Geração Beach Soccer Foto: Divulgação

E no futebol também não poderia faltar exemplo de dedicação e superação. Rita de Cássia Galavote, mãe de João Vitor, 21, encontrou no beach soccer uma maneira de ver o filho feliz, apesar das dificuldades que enfrentou ao saber dos problemas do filho. João, aos 10 anos, foi diagnosticado com Síndrome de Tourette. Com o passar dos anos foi diagnosticado também com esquizofrenia.

“No início foi difícil aceitar que o meu filho era 'diferente'. Mas depois coloquei a cabeça no lugar e vi que ele precisa de mim. Tive dificuldades ao presenciar os primeiros ‘surtos’ dele, com a aceitação nas escolas, e isso nos aborrecia muito. João nunca gostava de ir para as consultas, mas quando é dia de futebol ele vai com prazer”, declarou Rita de Cássia. 

O início de João Vitor na modalidade foi após indicação médica, e atualmente o jovem integra a equipe do Geração Beach Soccer. E a mãe garante: João Vitor é goleador! Segundo Solange, a prática esportiva trouxe a sensação de inclusão para o filho e, sem dúvidas, uma melhora em seu desenvolvimento.

“O esporte é essencial na vida de qualquer pessoa, e na do meu filho não é diferente. Eu o acompanho, espero o fim dos treinos, vou aos jogos e vibro com os gols. Isso faz toda diferença na vida do João”, afirma Rita de Cássia.