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Capixaba de Guarapari ganha 1º lugar absoluto no mundial de Jiu-Jitsu nos Emirados Árabes

Esportes

Capixaba de Guarapari ganha 1º lugar absoluto no mundial de Jiu-Jitsu nos Emirados Árabes

Paratleta de Guarapari, Elilson Piedade Pereira, conhecido como Xonado Piedade, venceu todos os outros competidores do mundial

Aline Couto

Redação Folha da Cidade
Jornal de Abu Dhabi divulgou a vitória do Guarapariense.

Após grande participação no mundial Abu Dhabi World Pro Jiu-Jitsu Championship 2017, primeira competição com premiação específica para a categoria de paratletas, onde conquistou a 2ª segunda colocação, Xonado se superou mais uma vez e conquistou o 1º lugar na sua categoria, e o 1º lugar absoluto, vencendo adversários dos Estados Unidos e Londres, no mundial deste ano.

O paratleta de 29 anos, que sofreu um acidente de moto em 2009 e colocou uma prótese em parte da perna esquerda, superou o fato e seguiu em frente no Jiu-Jitsu, que já pratica desde 2008. “É muito importante para o Jiu-Jitsu que exista uma categoria para o deficiente. Somente assim os futuros paratletas não sofrerão o preconceito que eu sofri, muitos atletas considerados ‘normais’ já se recusaram a lutar comigo”, pontuou.

Com seu desempenho cada vez melhor, ganhou campeonatos em São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo (Guarapari), foi conquistando notoriedade e assim conseguiu o patrocínio para a passagem para o mundial em Abu Dhabi. “Consegui patrocínio para a passagem aérea, mas arquei com os custos de hospedagem, alimentação e transporte durante os 10 dias que fiquei nos Emirados Árabes”, explicou.

Xonado (quimono branco) competindo em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos em 2017. 

Ano passado, Xonado fez uma campanha na televisão local pedindo patrocínio, e agora está precisando novamente. A ideia é disputar um campeonato nos Estados Unidos em setembro próximo. “Esse é meu novo projeto, quero ficar quieto e economizar para tentar ir ao campeonato. Para treinar e correr atrás eu me viro, mas para me bancar em campeonatos fora eu não consigo, por isso vou tentar angariar novamente ajuda financeira para poder competir”.

“Eu só quero ver crescimento desse esporte. Costumo dizer que para o deficiente, o jiu-jitsu é um esporte possível ao contrário do atletismo ou basquete, por exemplo, o valor de um kimono é infinitamente menor quando comparado a uma prótese ou uma cadeira de rodas apropriadas para a prática esportiva”, finalizou Xonado com esperança de que o ParaJiu-Jitsu tenha o reconhecimento e a visibilidade que merece.