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Magnano esquece rusgas com astros e prevê clima bom

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Esportes

Magnano esquece rusgas com astros e prevê clima bom

São Paulo - A seleção brasileira masculina de basquete finalmente voltará a ficar completa para uma competição - com a exceção do lesionado Vitor Faverani -, o que não acontece desde os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. De lá para cá, o Brasil deu vexame na Copa América de 2013, quando perdeu todas as quatro partidas que disputou e terminou na última colocação do Grupo A.

Na ocasião, os quatro principais jogadores brasileiros que atuam na NBA (Anderson Varejão, Nenê, Tiago Splitter e Leandrinho) pediram dispensa. A atitude revoltou o técnico Rubén Magnano, que, passada a competição, disparou contra "três ou quatro jogadores que pensei que estariam aqui que não estão".

Mas o treinador sabe da importância desses nomes e fez questão de conversar com todos para garantir o bom ambiente da seleção no Mundial. "Sobre o ambiente, não posso fazer futurologia, mas o importante é que decidi viajar, conversar cara a cara com todos. Eles falaram o que sentiam, eu falei o que sentia e o bate-papo foi muito direto. Cada um se expressou e agora é hora de trabalhar. O ambiente será de muito compromisso."

De fato, Magnano passou boa parte dos últimos meses viajando para conversar com jogadores nos Estados Unidos e na Europa. Ao contrário do que fez em outros momentos, no entanto, na convocação desta quarta-feira para o Mundial decidiu chamar somente 10 atletas e não realizar nenhum corte ao longo da preparação. "Não sei se foi um erro que cometemos no passado, mas não adianta colocar nomes de jogadores que não vão poder estar", explicou.

Entre os atletas chamados, um dos principais destaques é o ala Marcelinho Machado, de 39 anos. O jogador do Flamengo havia decidido se aposentar da seleção após os Jogos de Londres, mas voltou atrás e recebeu o reconhecimento do treinador, que vê nele um líder para o grupo.

"Eu acho que ele (Marcelinho) nunca deixou a seleção. Ele foi convocado pela temporada que teve pelo Flamengo, pelo papel que desempenhou na equipe e pelo que significa para o Brasil. Eu acho que ele merecia a possibilidade de defender o Brasil de novo", disse o treinador, que, no entanto, admitiu a falta de opções para a posição. "Temos uma carência na posição e estou tratando de ver como podemos solucionar esse negócio, mas não é fácil."

Rubén Magnano também minimizou o fato de a seleção brasileira ter conseguido a vaga no Mundial somente através de convite, após não se classificar através da Copa América, e negou que a equipe chegará sem confiança para o torneio. "Ao contrário, o negócio é muito mais desafiador agora, precisamos jogar de um jeito que prove para a Fiba (Federação Internacional de Basquete) que não erraram ao convidar o Brasil", apontou.