• Velocidade do vento

  • Previsão de chuva

  • Nascer do sol

  • Por do sol

Umidade relativa do ar: Índice de raios UV:

Geração Gamer: de ícone das lan houses a R$ 192 milhões em prêmios em 2018, Counter Strike segue em alta

GERAÇÃO GAMER

Esportes

Geração Gamer: de ícone das lan houses a R$ 192 milhões em prêmios em 2018, Counter Strike segue em alta

Game atualmente tem sido um dos mais valiosos dos e-Sports com a versão Global Offensive

Acácio Rodrigues

Redação Folha Vitória
Foto: Reprodução / Counter Strike

Você se lembra do início das lan houses no Brasil, logo no começo da primeira década deste século? Então é fato que já jogou ou pelo menos ouviu falar em Counter Strike. Febre da época, o game evoluiu ao longo dos anos sem perder o público e muito menos o prestígio. Em 2018, as premiações de torneios pelo mundo ultrapassaram US$ 50 milhões (R$ 192,2 milhões na cotação do dia), segundo o e-Sports Earnings.

A origem veio do Half Life, game original que gerou o mod Counter Strike, ironicamente mais famoso que o principal. 

Veja também:

>>> Time brasileiro de CS:GO leva prêmio de R$ 388 mil

>>> Assista a primeira edição do programa Geração Gamer

>>> Entrevista com o técnico do Bulldozer e-Sports 'JooW' Federici

Um grupo de oito pessoas tem um time chamado Team Ping eSports e disputa a segunda divisão (Liga Desafiante) do Gamers Club, jogando a versão Counter Strike: Global Offensive (CS:GO). Idealizador do projeto, Oswaldo "Oswaldeira" Prudêncio é de Vila Velha.

Foto: Divulgação
"Oswaldeira" é natural de Vila Velha

"Desde dezembro tenho um time semi profissional, que vem disputando torneios. É um projeto pequeno ainda, mas temos uma equipe competitiva", contou o idealizador do projeto, cujo time competidor tem cinco integrantes.

"Oswaldeira" lembra da ascensão das lan houses com os corujões. "Frequentava bastante na época em que a gente pagava R$ 1 a hora. Também tinha corujão a R$ 10, que a gente ganhava refrigerante, cachorro-quente, enfrentava outros times para jogar de graça na lan house, enfim, época boa", recorda.

Hoje, ele é fera no game. Mas a primeira vez que jogou, não foi tão bem assim. "Um amigo me explicou tudo e eu levei uma folha de caderno com tudo escrito para saber como jogar. Vira e mexe levantava da cadeira, ia até o computador do amigo para pedir ajuda e foi um fiasco esse meu primeiro contato".

Capitão do Team Ping, Alessandro "Shalon" é de Guarapari, único capixaba do time atualmente. "Minha função na equipe é ser o 'cérebro', pois preciso entender onde nossos adversários estão deixando alguma brecha para podermos ganhar os rounds. É complexo e preciso muito que o time entenda a minha forma de pensar, pois assim fica mais fácil conseguirmos os triunfos", explicou.

Foto: Reprodução / Counter Strike
Uma das primeiras versões de Counter Strike tinha a fase Rio, que se passava em uma favela carioca

De acordo com "Oswaldeira", o CS:GO seguiu a linha em expansão dos e-Sports e tem diferenças para as versões iniciais. "Tem muita questão tática, a versão anterior era mais tiro. O mercado começou a ver possibilidades de trabalho, de ser lucrativo no investimento para equipamentos, acessórios, patrocínios, enfim", disse.

Em 2018, o CS:GO foi eleito como um dos principais jogos de e-Sports do mundo pelo prêmio The Game Awards e teve um dos melhores times em competições da modalidade de esportes eletrônicos, o atual campeão mundial Astralis.