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Magnata da Hyundai revela desejo de disputar eleição da Fifa

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Esportes

Magnata da Hyundai revela desejo de disputar eleição da Fifa

Chung Mong-Joon criticou a decisão de Blatter de permanecer no comando da Fifa até as novas eleições, marcadas para 26 de fevereiro, apesar dos pedidos para uma saída imediata

Foto: Divulgação

Seul - Magnata do grupo Hyundai, o sul-coreano Chung Mong-Joon se declarou inclinado a participar da eleição presidencial da Fifa para suceder Joseph Blatter, declarando que um líder não-europeu contribuiria para o organismo que controla o futebol mundial respirar "novos ares".

Chung Mong-Joon criticou a decisão de Blatter de permanecer no comando da Fifa até as novas eleições, marcadas para 26 de fevereiro, apesar dos pedidos para uma saída imediata, em meio a uma crescente pressão por mudanças após os Estados Unidos e a Suíça abrirem investigações contra membros da entidade por supostos casos de corrupção.

"Blatter vem fazendo o que quer com a Fifa por 40 anos desde os seus dias como secretário-geral, e apesar de ter dito que está saindo, não parece que realmente está", disse o sul-coreano em entrevista à Associated Press. "Deixar Blatter gerir e planejar as reformas da Fifa até a votação em fevereiro é uma piada".

O dirigente, que foi uma figura-chave para ajudar a Coreia do Sul a ser escolhida para sediar a Copa do Mundo de 2002 junto ao Japão, tem sido um crítico de longa data de Blatter, a quem descreveu como um ditador em um livro de memórias publicado em 2011.

Chung Mong-Joon foi vice-presidente da Fifa por 17 anos e já foi considerado um candidato a suceder Blatter antes de perder seu posto em 2011. O bilionário herdeiro do grupo empresarial Hyundai também foi um parlamentar sul-coreano e candidato presidencial.

O sul-coreano disse que pretende consultar os líderes de confederações regionais e outras figuras-chave antes de oficializar a decisão de concorrer à presidência da Fifa. Ele afirmou que seus objetivos no comando da entidade seriam eliminar a corrupção e melhorar a transparência contábil. Além disso, tentaria fortalecer o futebol na Ásia e outras regiões onde o esporte tem mais espaço para crescer.

"Estou pensando positivamente em concorrer à presidência e poderei revelar a minha decisão em breve", disse.

A marcação da eleição para 26 de fevereiro pelo Comitê Executivo da Fifa, na última segunda-feira, foi um vitória política de Blatter sobre a Uefa e seus apoiadores, que preferiam que o pleito ocorresse em dezembro deste ano.

O presidente da Uefa, Michel Platini, o ex-jogador brasileiro Zico, e o presidente da Federação da Libéria de Futebol, Musa Bility, estão entre os possíveis candidatos a assumir o comando da Fifa.