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Magnata da Hyundai confirma candidatura à presidência da Fifa

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Esportes

Magnata da Hyundai confirma candidatura à presidência da Fifa

Paris - Um dos herdeiros do grupo Hyundai, o sul-coreano Chung Mong-Joon confirmou nesta segunda-feira sua candidatura à presidência da Fifa. Vice-presidente de honra da entidade máxima do futebol, o empresário de 63 anos terá como principal rival nas eleições do dia 26 de fevereiro o francês Michel Platini, atual presidente da Uefa.

A candidatura de Chung Mong-Joon já era esperada desde o mês passado. Ele esperava viajar pela Europa, neste mês, para fazer seu anúncio oficial. O périplo culminou no lançamento da candidatura nesta segunda, em Paris, onde busca aliados para reforçar sua posição na futura disputa com Platini, visando ao cargo ocupado atualmente pelo suíço Joseph Blatter.

Ao anunciar sua participação no pleito, o sul-coreano atacou a atual administração da entidade sediada na Suíça. "A Fifa se tornou uma organização tão corrupta porque é comandada pela mesma pessoa e seus aliados há 40 anos. Poder absoluto leva à corrupção absoluta", declarou Chung Mong-Joon, referindo-se ao antecessor de Blatter, João Havelange - o brasileiro presidiu a Fifa entre 1974 a 1998, quando apoio a candidatura do suíço.

As novas eleições da Fifa são consequência direta do escândalo de corrupção denunciado por autoridades dos Estados Unidos e da suíça no fim de maio, às vésperas das eleições que seriam vencidas novamente por Blatter. Ele acabou anunciando sua saída quatro dias após ser reeleito, pressionado pela prisão de sete cartolas da Fifa em Zurique.

Chung Mong-Joon aposta no desgaste de Blatter para surgir como alternativa a candidatos europeus no novo pleito da Fifa. "Me causa muita dor toda vez que o presidente da Fifa é vaiado por torcedores em estádios de todos os cantos do mundo. Em 2011, uma revista europeia de esporte fez uma pesquisa para avaliar a opinião do público sobre Joseph Blatter. E 95% respondeu que 'Blatter está arruinando o futebol1", declarou.

Diante deste cenário de denúncias e críticas ao redor do mundo, o sul-coreano prometeu mudanças na gestão da Fifa, caso seja eleito. "O presidente da Fifa deve ser um gestor da crise e um reformista. Ele não pode ser apenas um gerente de um departamento técnico. Depois de décadas de corrupção, a Fifa precisa de um líder que possa resgatar o bom senso, a transparência e a responsabilidade", afirmou.

Chung foi membro do Comitê Executivo da Fifa desde meados da década de 90 até 2011. Neste período, foi opositor à gestão de Blatter. Chegou a ser cotado como eventual rival de Blatter nas eleições anteriores, mas somente agora está se lançando como candidato à presidência.

Além de empresário, como acionista majoritário do grupo Hyundai, Chung é conhecido por seu envolvimento na política sul-coreana. Em 2002, chegou a formar uma coalizão com um dos candidatos a presidente, mas desistiu de última hora. No ano passado, lançou candidatura à Prefeitura de Seul, porém foi derrotado.

Sua habilidade política deverá ser essencial na disputa pela presidência da Fifa. Ele não conta com o apoio da Confederação Asiática de Futebol, que já demonstrou publicamente seu suporte à candidatura de Platini. O xeque do Kuwait, Ahmad Al-Fahad Al-Sabah, membro do Comitê Executivo da Fifa, também está inclinado a apoiar o francês.

Um dos possíveis rivais do sul-coreano no pleito de fevereiro também sairá do continente asiático. Trata-se do príncipe jordaniano Ali bin al-Hussein. Derrotado por Blatter na eleição do dia 29 de maio, ele ainda não oficializou sua presença na nova disputa. Além deles, o brasileiro Zico confirmou sua candidatura, com o apoio da CBF, mas sem o suporte da Conmebol, inclinada a votar em Platini.