Privatização da Segurança Pública no Brasil

Medo: este é o sentimento da maioria (se não de todos), principalmente, ao saírem de casa. Roubo, homicídio, estupro, furto e estelionato são alguns exemplos de crimes estampados diariamente nas capas dos jornais.

Mas, e a segurança pública? Onde está? O que é preciso mudar? E como mudar?

Consciente da necessidade e da importância de debater o tema, o grupo de pesquisa Direito, Sociedade e Cultura receberá nesta sexta-feira (11), na FDV, Vanessa Maria Feletti, autora do “Vende-se segurança: a relação entre o controle penal da força de trabalho e a transformação do direito social à segurança em mercadoria”, para um debate sobre a privatização da segurança pública no Brasil.

O debate será realizado na FDV, das 11h20 às 13h, e é aberto ao público externo e demais interessados nas reflexões sobre o tema. O encontro contará, ainda, com a presença de professores e alunos da FDV. Além das reflexões temáticas, o evento tem por objetivo apresentar a obra “Vende-se segurança” para que ela se torne um texto de leitura fundamental para pesquisadores da área.

“As reflexões sobre a obra são importantes para desvelar os interesses econômicos por trás das políticas de segurança pública, abrindo espaço para a crítica do modelo de segurança pública predominantemente adotado no Brasil, que se dá em torno do aparelhamento da violência de estado – que se expressa predominantemente pela violência policial – e para que pensemos outras soluções possíveis, fora do eixo repressivo”, disse o professor da FDV, André Filipe Santos, um dos líderes do GP Direito, Sociedade e Cultura.

Saiba mais sobre a convidada e sua obra

Vanessa Maria Feletti foi aluna da Graduação e da Pós Graduação da FDV, onde se especializou em Ciências Criminais. O livro “Vende-se segurança: a relação entre o controle penal da força de trabalho e a transformação do direito social à segurança em mercadoria”, foi lançado em fevereiro e é fruto de sua dissertação de mestrado, que versa sobre privatização da segurança pública no Brasil.

Sobre a obra, a autora explica que “na fase atual do capitalismo, o processo produtivo passa por uma reorganização, onde a incorporação de alta tecnologia reduziu drasticamente a demanda de trabalho. Ao mesmo tempo em que uma grande massa de trabalhadores é dispensada, ocorre o chamado “grande encarceramento”, pautado no recrudescimento do controle penal da força de trabalho, o qual se apresenta como uma das características da atual fase capitalista”.

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