Tribunal entende que a Trivago esconde as melhores ofertas

Sem dúvidas, viajar é um dos melhores momentos da vida. Conhecer novos lugares, novas culturas, experiências, sabores… enfim. Sair do cotidiano e conhecer o mundo são objetivos muito comuns de serem encontrados, especialmente entre os jovens. Entretanto, os custos que envolvem a materialização dessa viagem podem ser um tanto desanimadores para boa parcela do trabalhador brasileiro, pois, para se fazer uma viagem financeiramente viável, isso requer tempo e disponibilidade, elementos esses que, nos dias atuais, se encontram cada vez mais escassos.

Alguns sites são especializados em facilitar as pesquisas por passagens e hospedagens baratas, exibindo, em um único momento, os diversos preços disponíveis para a data desejada, desde o mais barato ao mais caro, possibilitando ao consumidor que escolha a opção que melhor se adeque a sua realidade financeira. Todavia, nem sempre esses sites mostram exatamente a realidade dos preços que garantiram ofertar.

Um dos sites de buscas de hotéis mais conhecidos mundialmente é o Trivago. Sob a promessa de mostrar qual site oferece a mesma hospedagem que outros por um preço mais barato, milhões de pessoas utilizam esse serviço visando garantir o melhor preço. Entretanto, a justiça da Austrália concluiu que a plataforma exibe as ofertas que geram comissões mais altas para o site e não os preços mais vantajosos, como promete.

O presidente da Comissão Australiana de Concorrência e Consumidores (ACCC), Rod Sims, afirmou que a Trivago violou a lei do consumidor da Austrália com as propagandas sobre preços de quartos de hotel em seu site e em anúncios na televisão no ano de 2018. De acordo com ele, a empresa prioriza quem paga a maior comissão em seu site. Portanto, os consumidores estão sendo direcionados aos anunciantes que mais beneficiam a Trivago, em vez dos anunciantes que mais beneficiam os consumidores.

O órgão de defesa do consumidor da Austrália processou a empresa listada em Frankfurt em agosto devido a alegações de que enganou seus clientes. O julgamento de Moshinksy citou casos em que a Trivago excluiu ofertas que não atingiram um limite mínimo de receita para a empresa.

A chefe de comunicações da Trivago, Stephanie Lowenthal, disse que a empresa analisará a decisão do tribunal, que segundo a empresa forneceu “novas orientações” sobre como os resultados dos sites de comparação de preços devem ser exibidos na Austrália.

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