O que se pode aproveitar de uma mordida na escola

Olá,

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Hoje tive o sabor amargo da notícia de que meu pequeno filho de 2 anos e 9 meses foi mordido por uma coleguinha na escola.

Meu marido, que foi buscá-lo, veio com a notícia e também veio escrito na agenda.

Ele e a colega disputavam um brinquedo e deu nisso!

Mas eu não podia deixar o assunto prá lá já que, a esta altura, ele já havia se esquecido e eu não iria querer lembra-lo do fato, né… Iria sim! Não para provocar sofrimento, mas para verificar como a situação ficou para ele.

Fiquei pensando com toda a psicopedagogia e a inteligência emocional e até com a programação neurolinguística o que eu devia fazer a respeito disso.

Decidi conversar com ele sobre o assunto com alguns objetivos que vou destacando durante o diálogo:

– Filho, o que aconteceu na escola hoje? (pergunta aberta buscando dar a ele a oportunidade de me falar sobre o que se lembrasse primeiro, provavelmente o que o marcou mais.)

– Eu ‘binquei’ de caminhão com a tia, mamãe. (Ótimo! O episódio da mordida não foi o mais relevante dos fatos.)

– É mesmo? Que legal!! E o que mais?

Como ele não falou sobre a mordida mesmo eu tendo insistido no “E o que mais?” por algumas vezes, perguntei diretamente:

– Eu soube que você levou uma mordida… Como foi isso?

– Já tá tudo bem, mamãe…

– É, amor… que bom! E como foi isso?

– Eu e a coleguinha ‘queria’ ‘bincar’ com o cavalo…

– E aí?

– Aí ela mordeu…

– Entendi. Você não deu o cavalo a ela e ela ficou com raiva, por isso te mordeu? (Aqui aproveitei para nominar a emoção que levou a colega àquele comportamento.)

– É ficou com raiva.

– E depois?

– Eu chorei e a tia veio e cuidou…

– Entendi. E o que é melhor a gente fazer quando fica com raiva? Como é que a gente se entende? Con…

– …versa!

– Isso mesmo, conversando, né? Morder não é legal, né? É legal a gente sempre conversar prá se entender, né? (Aqui minha preocupação é fazer com que a mordida não seja para ele uma nova opção de ação quando sentir raiva. Já que ele não conhecia esta opção até o momento.)

– É.

– Posso te dar um abraço por você ter me contado sobre o que aconteceu na escola hoje? A mamãe e o papai vão estar sempre aqui prá conversar com você, tá bom? E se acontecer algo ruim ou difícil você pode falar prá mamãe e pro papai, tá? (Reforço positivo pela conversa estabelecida e a afirmação de sempre estarmos aí para ajudá-lo.)

– Tá, mamãe.

Não li em nenhum manual, mas acredito muito que esse bate papo pode ser muito interessante na condução das situações mais diversas que ocorrerem com nossos pequenos como forma de iniciar e reforçar a prática do diálogo dos pais com as crianças e também como forma de extrair da situação os aprendizados possíveis.

Depois descobri que meu marido também já tinha conversado com ele sobre a mordida e dado apoio e fiquei feliz!

Sucesso aos Empreendedores!

Até o próximo post!

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