Você quer obediência dos seus filhos/alunos? Eu não!

Olá,

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Outro dia via uma mãe que fora buscar sua filha na pré-escola perguntando-lhe insistentemente:

– E você obedeceu a tia hoje? Obedeceu, fulana? Obedeceu mesmo?

Não satisfeita com as confirmações da menina que havia obedecido, virou para a professora e continuou:

– E então, tia, a Fulana te obedeceu? Mas obedeceu mesmo?

Em outra cidade, cena e contexto, vi uma mãe saindo de casa e deixando o filho com a babá. A recomendação repetida inúmeras vezes foi:

– Fulano, não teima! Não teima, heim! Não teima!

Alguns pontos comuns nestes dois casos valem as reflexões:

  1. Quando se educa uma criança para obedecer e “não teimar”, qual a chance de se fazer um líder ou empreendedor de sucesso? – não que todos tenham que ser iguais mas…
  2.  Será que esta passividade do povo brasileiro diante de tantos políticos corruptos pode ser fruto desta educação de pessoas ensinadas a se submeterem a tudo obedecendo e sem teimar?
  3. Alguém que deve obedecer sem teimar também não deve pensar, certo? Por que se pensar diferente fatalmente pode querer cometer o crime de também fazer diferente do comandado e isso seria desobedecer… Ou ainda seria tentado a expressar o seu pensamento e a persistir em sua ideia e isso seria teimar…
  4. Por que será que passamos a infância toda das nossas crianças preocupados em colocar-lhes limites e depois passamos toda a vida adulta buscando vencer os limites…?
  5. Será este modelo de educação obediente a causa de tantos apelos para “pensar fora da caixa” e para “sair do quadrado”?

Cyber Brain Chip : Arte vetorial

Obedeça, respeite às ordens, não teime, não pense, não tenha ideias, não lute pelo que você considera certo, não tenha iniciativas, não invente moda, não seja criativo, não dê trabalho…

Assim é bem mais fácil para os adultos ao redor…

E pode ser bem mais complicado para essas crianças no futuro…

Que tipo de pessoas queremos?

Que saibamos ensinar a arte da negociação, de aceitar opiniões, de ser flexível e mudar os planos seguindo as ideias das crianças quando isso for possível. Quando realmente não pudermos ceder e abrir exceções, que ao menos consigamos ensinar o respeito através da explicação das causas e dos motivos que nos fazer “ter que” fazer alguma coisa.

Que aprendam a respeitar as regras coerentes e que saibam questionar e colocar em pauta para reflexão e discussão aquelas que julgarem ter melhores opções.

Sucesso aos Empreendedores!

Até o próximo post!

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