Cadê a vegetação que estava aqui?

Por Francine Leite, repórter da série

No dia-a-dia, fazemos muitas matérias de economia. É da nossa boca que saem as piores ou melhores (na maioria das vezes piores) notícias. “O tomate é o vilão da cesta básica!”, “o preço do leite está nas alturas!”

unnamed (2)Não é assim!? Até a banana tá ficando cara, gente! Quando vamos procurar saber o motivo… tem sido o mesmo ultimamente: condições climáticas.

Nas últimas semanas tenho visto de perto a consequência da falta de chuvas. Aqui, em Vitória, a gente também sente um pouquinho. Tempo seco, alergias, complicações respiratórias… uma chuvinha é raridade, mas vez ou outra ela ainda vem! Tímida, tudo bem.

Pois no norte do estado, em muitas cidades, nem isso. Não chove há muito tempo! A reação da natureza a gente já vê na estrada. No caminho para João Neiva, os montes verdes, muitos, agora estão beges, marrons. A cor viva não resistiu à falta de água. E desistiu…

unnamed (1)O bezerrinho também não… Em busca de alimento e com sede, enfraqueceu… não teve forças para levantar. Os pastos viraram palha. Até o capim tem sido plantado, para alimentar os animais. E tem que irrigar para crescer!

Em pouco tempo, os agricultores se viram numa situação jamais imaginada no Espírito Santo. A água seca na terra. O solo torra no sol. O café seca antes de ser torrado. E os animais morrem antes de darem leite.

Já disseram por aqui que terra sem água é igual carro sem combustível. A dúvida é: a gasolina acabou por gasto excessivo, muito tempo sem abastecer ou um pouco dos dois?

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