10 mulheres que marcaram a literatura brasileira e mundial

Coloque papel e caneta diante de uma mulher e ela será capaz de lançar estilos, conquistar prêmios, cativar milhões e revolucionar a literatura mundial. É sério! Nesse Dia Internacional da Mulher, trouxe 10 escritoras que deixaram os seus nomes gravados na literatura mundial, tudo porque imprimiram um novo olhar e o seu feeling feminino às suas escritas.

Mulheres que marcaram a literatura

Agatha Christie

Difícil não começar por ela, né? Afinal, estamos falando da Rainha do crime, a maior escritora de romances policiais de todos os tempos. Agatha Mary Clarissa Christie (1890-1976) nasceu na Inglaterra e conta com mais de 90 livros publicados e traduzidos Um dos mais conhecidos talvez seja “Assassinato no Expresso do Oriente”, já que ele popularizou a literatura de detetive e inspirou de filmes e séries a jogos e quadrinhos. O livro é realmente muito bom, gostei demais da leitura.

E dá pra acreditar que seus pais fizeram de tudo para que Agatha fosse cantora lírica ou pianista? Mas as suas mãos estavam destinadas a outro talento (fui poética agora, né? :D). O fato é que Agatha preferiu os contos. Ainda bem!

Para conhecer:

  • O assassinato de Roger Ackroyd
  • Assassinato no Expresso do Oriente
  • E não sobrou nenhum

Jane Austen

A também inglesa Jane Austen (1775-1817) está para os romances assim como Agatha Christie está para os crimes. O reconhecimento veio com o livro Orgulho e Preconceito, um dos mais lidos em todo o mundo e relançado constantemente.

Em suas obras, Austen conseguiu retratar a sociedade da época da classe média inglesa e escrever diálogos repletos de ironia, mas que acabam gerando alguma reflexão sobre orgulho, vaidade, ambição e, claro, preconceito. Na opinião de alguns críticos, ela é a primeira romancista moderna da literatura inglesa.

Para conhecer:

  • Orgulho e Preconceito
  • Razão e sensibilidade
  • Emma
  • Persuasão

Clarice Lispector

Óbvio que a nossa Clarice (1920-1977) não poderia ficar de fora. Tá certo que ela nasceu na Ucrânia com o nome de Chaya, mas era declaradamente brasileira, já que chegou aqui bem pequena ao fugir com os pais da perseguição aos judeus. Aliás, foi ela quem lançou a prosa introspectiva no Brasil. Sim, porque os seus textos são bastante intimistas e cheios das suas impressões.

Confesso que para algumas pessoas (e eu me incluo nesse grupo) a escrita da Clarice pode ser um pouco difícil, já que as suas narrativas não seguem uma sequência linear. O motivo é porque a autora foca mais no tempo psicológico e nos sentimentos.

Para conhecer:

  • Perto do coração selvagem
  • Laços de família
  • A paixão segundo G. H.
  • A hora da estrela

Virginia Woolf

Mais uma britânica para a nossa lista. Virginia Woolf (1882-1941) é considerada um ícone do modernismo e ganhou destaque ao expor nos seus textos o que ficou conhecido como fluxo de consciência dos seus personagens, com foco mais nos personagens do que no enredo.

Infelizmente, Virginia Woolf suicidou-se aos 59 anos no rio em março de 1941, durante a II Guerra Mundial. Ela, que já sofrera com algumas crises depressivas, percebeu que vinha um novo momento de dor e, antes de sucumbir a ele, escreveu para o marido:

Tenho certeza de que enlouquecerei novamente. Sinto que não podemos passar por outro daqueles tempos terríveis. E, desta vez, não vou me recuperar. Começo a escutar vozes e não consigo me concentrar. Por isso estou fazendo o que me parece ser a melhor coisa a fazer. Você tem me dado a maior felicidade possível. Você tem sido, em todos os aspectos, tudo o que alguém poderia ser. Não acho que duas pessoas poderiam ter sido mais felizes, até a chegada dessa terrível doença. Não consigo mais lutar. Sei que estou estragando a sua vida, que sem mim você poderia trabalhar. E você vai, eu sei. Veja que nem sequer consigo escrever isso apropriadamente. Não consigo ler. O que quero dizer é que devo toda a felicidade da minha vida a você. Você tem sido inteiramente paciente comigo e incrivelmente bom. Quero dizer que – todo mundo sabe disso. Se alguém pudesse me salvar teria sido você. Tudo se foi para mim, menos a certeza da sua bondade. Não posso continuar a estragar a sua vida.”

Então, ela concluiu usando uma frase que usou no seu primeiro romance, “A Viagem”, quando um personagem diz à outra que faleceu: “Não creio que dois seres pudessem ser mais felizes do que nós o fomos”. Virgínia publicou nove romances, sete volumes de ensaios, duas biografias, um diário e vários contos.

Para conhecer:

  • A viagem
  • O quarto de Jacob
  • Senhora Dalloway
  • Ao farol

Cecília Meireles

Um dos nomes mais expressivos da literatura feminina brasileira, Cecília Meireles (1901-1964) era, além de poeta, professora primária. Talvez venha daí a habilidade de marcar os seus textos com musicalidade e impressões sensoriais. Acho difícil ler o poema Isto ou Aquilo, por exemplo, sem entrar num tipo de ritmo na leitura.

Cecília ganhou vários prêmios por seus livros e a sua poesia, de caráter mais intimista, traz várias reflexões sobre a vida, o amor, o tempo e o desencanto.

Para conhecer:

  • Vaga música
  • Escolha o seu sonho
  • Coleção Melhores Crônicas

J.K. Rowling

Alguma dúvida de que a Inglaterra é um berço de escritoras. É de lá que vem o próximo nome da lista, J. K. Rowling (1965-), simplesmente  a mulher que deu vida ao bruxinho mais famoso da literatura mundial e a saga mais bem sucedida de sempre. Se tem uma coisa que aprendemos com Rowling, além de que Harry era o eleito para derrotar Voldemort, é a importância da persistência.

A escritora teve uma vida conturbada até conquistar o sucesso e se tornar a primeira pessoa a ficar bilionária ao vender livros. Sabia que várias editoras recusaram a história de Harry Potter e a primeira que aceitou foi com um pé atrás? Imprimiram apenas 500 edições de Harry Potter e a pedra filosofal. Hoje nem imagino o tanto de terapia que muitos editores precisaram fazer.

Inclusive, ela teve de publicar com a abreviação do seu nome porque os editores tinham receio de que o público não lesse a história por ser escrita por uma mulher. Harry Potter é, inclusive, uma excelente dica para quem quer começar a desenvolver o hábito da leitura. Falei mais sobre isso aqui.

Para conhecer:

  • Coleção Harry Potter
  • Animais Fantásticos e onde habitam

Rachel de Queiroz

Nada menos do que a primeira escritora brasileira e primeira mulher a integrar a Academia Brasileira de Letras, em 1977. Rachel de Queiroz (1910-2003) conquistou o público com as suas narrativas que retratavam de forma dramática a realidade do povo nordestino e as suas lutas contra a miséria e a seca, sendo porta-voz da literatura que ficou conhecida como regionalista do sertanejo. “Memorial de Maria Moura” é um clássico publicado quando a escritora tinha 82 anos. Muitos críticos consideram “a culminância magistral da sua obra”

Para conhecer:

  • O Quinze
  • As três Marias
  • Dôra Doralina
  • Memorial de Maria Moura

Veja também: Escritores brasileiros negros para conhecer e se apaixonar.

Simone de Beauvoir

Poucas mulheres souberam como analisar o papel da mulher na sociedade como a francesa Simone de Beauvoir(1908-1986). Não é para menos que ela é um dos ícones dos movimentos feminista e do existencialista. Os seus textos foram considerados polêmicos e eróticos para os padrões da época. Seu livro mais famoso – e polêmico – é O Segundo sexo.

Para conhecer:

  • O segundo sexo
  • Todos os homens são mortais
  • A mulher desiludida

Stephenie Meyer

Acha que é fácil vender mais de 100 milhões de livros antes dos 40 anos? Mas para Stephenie Meyer (1973-)  foi, graças ao amor entre uma humana e um vampiro que deu origem a uma das sagas mais bem sucedidas da literatura: Crepúsculo.

A história contada em quatro livros, sendo o último lançado ano passado, até lançou um gênero literário que ficou conhecido como tween, focado em jovens no início da adolescência. É por isso que a autora é extremamente influente no público mais jovem.

 

Para conhecer:

  • Saga Crepúsculo

Margaret Atwood

O nome da canadense Margaret Atwood (1939-) é presença na garantida na lista de melhores distopias da literatura mundial, boa parte disso por conta do seu romance O Conto da Aia, que denunciou a opressão feminina de forma tão profunda e intensa que até virou uma série muito premiada protagonizada por Elisabeth Moss e Joseph Fiennes.

Margaret decidiu que seria escritora aos 16 anos e, de lá pra cá, foram muitas produções de vários estilos, incluindo algumas infantis. Na sua opinião, é uma pessoa “compulsiva e esperançosamente”. Há quem diga que os seus contos lembram os de Clarice Lispector.

Para conhecer

  • O conto da Aia
  • Vulgo Grace
  • Dicas da Imensidão

Qual dessas mulheres que marcaram a literatura mundial você já conhecia? E qual obra você ficou com vontade de conhecer? Deixa aqui nos comentários para eu saber!

 

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