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Familiares de casal assassinado fazem casamento antes de enterro

Geral

Familiares de casal assassinado fazem casamento antes de enterro

O suspeito do crime fugiu para se esconder em São Paulo. Antes, abandonou mulher e filha na rodoviária

Carla e Jesus foram considerados casados Foto: Arquivo pessoal

A família do casal de jovens assassinados na Bolívia promoveu uma cerimônia de casamento, na última quarta-feira (24), para os namorados Carla e Jesus pouco antes do enterro.

O casal comemorava o Réveillon na discoteca “Planta Baja”, em La Paz, capital da Bolívia, quando conheceram os irmãos Israel e Eliot Leon Fernandez. Os rapazes convidaram o casal para uma festa no mesmo dia casa de Israel. Em seguida, o casal desapareceu.

Verónica Aguirre, amiga do casal assassinado, informou a imprensa que durante o velório foram celebradas duas cerimônias. A primeira foi um culto em que Carla e Jesus foram declarados casados.

A segunda foi uma missa de corpo presente para dar adeus aos namorados. Não foi informado se o casamento tem efeitos legais.

Ao mesmo tempo em que o casal era velado, a polícia boliviana pedia o acionamento do alerta vermelho da Interpol para captura de Eliot León Fernandez, que fugiu para o Brasil e desembarcou em São Paulo na tarde do dia 18 de janeiro.

O crime

Carla Bellot e Jesús Cañisaire foram atacados com golpes na cabeça na casa dos supostos autores do crime, os irmãos Israel e Eliot Leon Fernandez.

Após receber o Ano Novo numa discoteca onde conheceram os suspeitos, os jovens foram convidados a continuar a celebração na casa de Israel, no subúrbio de La Paz, onde ela teria sofrido violência sexual e ela e o rapaz foram atacados.

As investigações das autoridades bolivianas concluíram que Carla e Jesus foram abandonados ainda com vida em sacos de farinha e que, provavelmente, levaram dias agonizando no interior de um túnel no rio Orkojahuira, em La Paz, capital boliviana.

Israel, um dos suspeitos, foi preso assim como sua irmã Micaela e o cunhado Renzo — estes dois por supostamente ajudar a ocultar os cadáveres.

Eliot, o segundo suspeito, fugiu ao Brasil com a mulher Priscila e a filha de um ano e dez meses. Ambas foram abandonadas na rodoviária da Barra Funda, em São Paulo, assim que desembarcaram na última quinta-feira (18).

Mãe e filha voltaram a Bolívia com ajuda do consulado boliviano na última terça-feira (23). Priscila declarou que tomou conhecimento dos crimes pelas redes sociais já na capital paulista e que teria viajado enganada pelo marido. Ele teria alegado ter conseguido trabalho na capital paulista como desculpa para a viagem.

Apesar das suas declarações e de ter se apresentado voluntariamente ao consulado boliviano, Priscila foi detida pelas autoridades andinas, que não acreditaram nas declarações da moça.

Eliot é o fugitivo mais procurado da Bolívia e estaria escondido em algum local de São Paulo.

Repercussão nacional

Os corpos achados em sacos de farinha no interior de um túnel no rio Orkojahuira aconteceu 19 dias depois após o desaparecimento e causou grande comoção nacional.

Até o presidente da Bolívia, Evo Morales, se pronunciou e pediu todo o rigor da lei para os encontrar e punir os suspeitos.