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Familiares de PM preso há 7 meses fazem ato na porta do quartel de Maruípe

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Familiares de PM preso há 7 meses fazem ato na porta do quartel de Maruípe

Com bolo e cartazes na mão, familiares do soldado realizaram o ato em frente ao Quartel do Comando Geral da Polícia Militar, em Maruípe

Familiares do soldado da Polícia Militar Nero Walker da Silva Soares, preso preventivamente desde junho de 2017, fizeram uma manifestação frente ao Quartel do Comando Geral da Polícia Militar do Espírito Santo, em Maruípe, na manhã desta segunda-feira (22). 

O PM é um dos policiais que responde a inquérito da PM, aberto após o movimento grevista da corporação, em fevereiro, e está preso preventivamente desde junho de 2017.

O ato, segundo familiares, é para marcar o aniversário do soldado, que completa 24 anos nesta segunda. A mãe de Nero, Sandra Regina Lima, contou que nunca ficou longe do filho nesta data, por isso decidiu fazer uma homenagem. 

"Vim para prestar uma pequena homenagem, porque nunca fiquei longe dele nesses 24 anos. Meu filho não cometeu nenhum crime, está preso por postar memes na internet. Ele não tem a liberdade de se expressar das coisas que pensa como todo cidadão, nem mesmo nos dias de folga", afirmou. 

Segundo ela, todos os pedidos de habeas corpus foram negados até agora. A próxima audiência será realizada nesta terça-feira (23), às 13h, e a expectativa é que o filho seja solto. 

"Eles nunca falam nada e essa é a minha indignação. Quando tem audiência, é sempre negado o pedido. Amanhã tem mais uma audiência e a minha expectativa é que ele seja solto, porque já está preso há 7 meses e o que ele fez não é crime, não está em nenhum lugar que é", concluiu. 

Outro lado

A Polícia Militar informou, por nota, que a prisão do soldado Nero Walker se deu em decorrência da prática de diversos crimes de natureza militar. Desde os acontecimentos das manifestações ocorridas em fevereiro, o soldado vinha, de acordo com a PM, incitando a desobediência, difamando, caluniando, censurando e acusando de forma infundada autoridades do Estado e da própria PMES, em ataque intencional e cruel à instituição militar, patrimônio do povo capixaba.

Ainda de acordo com a nota, as ações do soldado Nero atentaram contra o ordenamento jurídico militar. A Polícia Militar informou que tem buscado administrar o desenrolar dos acontecimentos de forma ética e em atenção aos direitos humanos, no que diz respeito à preservação da dignidade dos militares envolvidos. Contudo, segundo a nota, não pode permitir ataques reiterados a sua história e aos valorosos homens e mulheres que a honram diariamente, garantindo a segurança do cidadão capixaba, e responderá exemplarmente a fim garantir a preservação de seus valores, fundamentais para sua existência e manutenção da ordem pública.