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Caldeireiro morre após peça cair em cima dele dentro de empresa na Serra

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Geral

Caldeireiro morre após peça cair em cima dele dentro de empresa na Serra

Peça se soltou da máquina operada por Wellingnton Alves Pereira, de 35 anos, e o esmagou. Segundo familiares, vítima estava de folga, mas foi trabalhar a pedido do chefe

Wellington morreu após ser atingido por uma peça que se soltou da máquina em que ele trabalhava Foto: ​Reprodução

Um caldeireiro morreu, na noite deste sábado (27), enquanto trabalhava em uma empresa de mecânica, na Serra. Segundo familiares, Wellingnton Alves Pereira, de 35 anos, foi esmagado por uma peça, que se soltou da máquina que o caldeireiro operava e caiu sobre ele.

A noiva da vítima, a diarista Carla Cristina de Souza, disse que ficou sabendo da morte de Wellingnton por meio de funcionários do local. Segundo ela, o noivo não tinha o costume de operar a máquina em que estava trabalhando.

"Ele estava operando uma máquina que não era da área dele. A peça se soltou e caiu em cima dele, porque o equipamento que tinha que segurar essa peça estava quebrado. Não tinham as braçadeiras para segurar essas peças. Não foi um quilo que caiu em cima dele não. Foi tonelada", lamentou.

Muito abalada, Carla explicou que o noivo estava trabalhando no local há cerca de um mês e que sábado era a folga dele. Mesmo assim, segundo a família, Wellingnton decidiu trabalhar naquele dia, após um pedido do chefe.

Corpo da vítima não havia sido liberado do DML de Vitória até a tarde deste domingo Foto: ​Folha Vitória

"Ele foi para fazer a parte de serviços gerais. Ele era caldeireiro e não tinha nada que estar fazendo o que estava fazendo, mas, por ser novato na empresa, ele não queria negar serviço", disse a diarista.

Durante a tarde deste domingo (28), mais de 20 horas após o acidente, o corpo do caldeireiro ainda não havia sido liberado do Departamento Médico Legal (DML) de Vitória. O fato revoltou a família de Wellingnton, que aguardava a chegada de parentes no local.

Familiares contaram que a empresa onde a vítima trabalhava está à frente da liberação do corpo. No entanto, ela não estaria deixando a família por dentro das informações e, por isso, os parentes exigem respostas.

"A empresa, em vez de dar uma assistência para a família e disponibilizar alguém para acalmar os familiares, fica só tentando tomar a frente das coisas e tirar a responsabilidade dela no acidente", protestou o eletricista Alexandre Marques, cunhado da vítima.

Procurada pela equipe de reportagem da TV Vitória/Record, a empresa informou que está arcando com todas as despesas e dando a assistência necessária para a família.

A empresa explicou também que tentou uma autorização judicial para a liberação do corpo, na busca de agilizar o processo, já que o filho do funcionário é menor e, por isso, não poderia liberar e a noiva não possuía nenhum documento que comprovasse que os dois estavam em um relacionamento. A autorização, no entanto, foi negada pela Justiça, na tarde de domingo. 

Durante a tarde, familiares de Wellingnton chegaram de Minas Gerais para dar andamento ao processo de liberação do corpo.