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Após roubar picanha, homem se diz arrependido e refaz a vida ao lado de advogada

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Após roubar picanha, homem se diz arrependido e refaz a vida ao lado de advogada

O crime aconteceu em janeiro, quando o suspeito roubou peças de picanha de um supermercado em Cariacica. Após sair da prisão ele refez a vida e pretende se casar

Claudionor afirma estar arrependido pelo roubo Foto: TV Vitória

Três meses após furtar um supermercado, Claudionor Barbosa dos Santos afirma ter se arrependido e diz que quer refazer a vida. Ele foi detido após roubar peças de picanha de um supermercado de Cariacica. O crime aconteceu em janeiro  deste ano, e teria como finalidade a compra de drogas. Após sair da prisão, o acusado afirmou que abandonou o crack e que agora faz planos para o futuro. 

“Foram mais ou menos uns três quilos de carne que eu peguei. Coloquei na mochila e saí. Um cliente da loja viu e chamou os seguranças. Eles me pegaram na rua e depois começaram a me agredir. É muito horrível lembrar. Sou um ser humano e somos falhos. Eu falhei, mas não precisava me espancar daquela maneira’, disse Claudionor, que agora trabalha como vendedor ambulante.

Pai de uma adolescente, de 12 anos, ele lembra que na saída foi flagrado por dois seguranças do supermercado. De acordo com o vendedor, ele foi levado para a sobreloja do estabelecimento, onde teria sido torturado e ameaçado pelos seguranças e outros dois funcionários. O suspeito foi preso, autuado por furto e passou seis dias no presídio de Viana.

“Eu fui espancado. Colocaram uma fita no meu braço e me deram várias correntadas nas costas, vários chutes. Cheguei a desmaiar. Eles deveriam chamar a polícia e me conduzir para a delegacia, não me espancar dessa forma”, contou.

A liberdade de Claudionor teve um preço. Uma irmã e duas sobrinhas pagaram a fiança para que respondesse ao processo em liberdade. Hoje, ele ganha a vida trabalhando em frente a mesma delegacia de onde, em janeiro, foi levado direto para a presídio. 

“Eu procurei o delegado, expliquei a minha situação. Ele olhou o meu lado e me deu a oportunidade de vender as coisas na frente da delegacia. Agora estou feliz, pois estou ganhando o dinheiro que é fruto do meu trabalho para comprar as minhas coisas e não mais as drogas”.

Usuário de crack, ele diz que abandonou o emprego e a família para morar nas ruas, mas há dois meses esta afastado das drogas. Agora, de aliança na mão, ele diz estar noivo de uma advogada que conheceu enquanto esteve preso. Os planos, de acordo com o vendedor, é um novo casamento.