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Motoristas estão desconfiados com o fim do pedágio na Terceira Ponte

Geral

Motoristas estão desconfiados com o fim do pedágio na Terceira Ponte

O trânsito estava lento no final da tarde desta quarta-feira (23) na Terceira Ponte. As cabines foram lacradas com chapas de aço. Para muitos, sem o pedágio há mais trânsito, por que mais pessoas usam a ponte. Para outros não. Entre alguns motoristas havia felicidade por não pagar mais a tarifa de R$ 0,80, mas também alguma desconfiança.

Para alguns motoristas uma preocupação é como será feita a manutenção da ponte. “Espero que a gente não chore depois. Que não seja só uma politicagem”, disse uma motorista que passava pelo local. 

Não é nova a desconfiança de parte da população sobre o contrato do Estado com a Rodosol. Isso foi alvo de manifestações no ano passado que motivaram a auditoria do Tribunal de Contas. Esse processo continua e só deve terminar no ano que vem. 

O relatório técnico preliminar, divulgado na semana passada, apontou várias irregularidades. Diante disso, o governador Renato Casagrande decidiu suspender a cobrança. A Rodosol considerou o relatório técnico irresponsável e mentiroso.

Em nota, a Rodosol lembrou de outras três auditorias feitas nesse contrato. Uma dessas foi presidida e conduzida pelo, hoje conselheiro do Tribunal de Contas, Sebastião Ranna. Naquela auditoria nenhuma irregularidade foi identificada. “Se agora o Tribunal de Contas aponta irregularidades no mesmo contrato, porque não investiga o conselheiro Sebastião Ranna por omissão e prevaricação, já que ele nada denunciou em 2005 e ainda coordenou um aditivo ao contrato?”, diz a nota.

O conselheiro Sebastião Ranna, por sua vez, não quis comentar a nota da Rodosol. Ele disse, por meio da assessoria do Tribunal de Contas, que só vai se pronunciar caso a concessionária entre com alguma ação na Justiça contra ele. Em princípio, o pedágio não será cobrado até que termine a auditoria do Tribunal de Contas, que pode confirmar ou não o que está no relatório técnico.

Contrato
O Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCE-ES) sugeriu que o contrato fosse suspenso, já que o valor para a contrução da ponte já tinha sido quitado. Ao todo, a empresa se beneficiou de quase R$ 800 milhões com o contrato ao longo dos 15 anos.