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Khamenei: desenvolvimento de arma nuclear no Irã é mito

Geral

Khamenei: desenvolvimento de arma nuclear no Irã é mito

Dubai, 18 - O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, disse neste domingo que as alegações de que o país estava tentando desenvolver armas nucleares são um mito e apontou os EUA e Israel como as reais ameaças à segurança no Oriente Médio. As observações foram feitas por ocasião do Dia do Exército anual no Irã. Khamenei exortou as tropas a aumentar a sua prontidão defensiva. O discurso refletiu o estado de tensão das relações entre a liderança iraniana e os EUA.

"Eles fabricaram o mito da arma nuclear para dizer que a República Islâmica do Irã é uma ameaça", disse Khamenei, de acordo com seu site oficial. "Não! A ameaça são os EUA, que cometem interferências causadoras de insegurança, sem qualquer controle." Os EUA e Israel, conforme Khamenei, agiram sem qualquer regulamentação e "se intrometem em qualquer lugar em que acham necessário". O Departamento de Estado dos EUA não pode ser imediatamente contatado para comentar a fala de Khamenei.

Os países ocidentais há muito afirmam que as atividades de desenvolvimento nuclear do Irã têm como objetivo produzir armas nucleares. O Irã sempre insistiu em que suas atividades são para fins pacíficos.

Sob um acordo-quadro alcançado no início deste mês, o Irã tem de fechar milhares de centrífugas de enriquecimento de urânio e converter algumas instalações de enriquecimento em centros de pesquisa, de acordo com o governo dos EUA. Mas, desde então, importantes diferenças surgiram entre as partes que negociam a questão.

Khamenei, que tem a palavra final sobre a maioria dos assuntos de Estado do Irã, introduziu duas novas linhas vermelhas em 9 de abril, dizendo que o Irã não permitirá inspeções de instalações militares e insistindo que todas as sanções devem ser removidas de uma só vez assim que o acordo final for assinado. É improvável que os EUA e as outras potências envolvidas nas negociações - China, França, Alemanha, Rússia e Reino Unido - aceitem um acordo que proíbe inspeções de centros militares, já que algumas das principais instalações nucleares do país estão localizadas em locais que atualmente abrigam ou já abrigaram bases militares. Fonte: Dow Jones Newswires.