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Maior protesto da história do Espírito Santo completa um ano

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Maior protesto da história do Espírito Santo completa um ano

Manifestação reuniu cerca de 100 mil pessoas. Além de percorrer ruas da capital, a população atravessou a Terceira Ponte, com destino à residência oficial do governador

Manifestantes entraram em confronto com o BME Foto: Everton Nunes

Nesta sexta-feira (20), o maior protesto registrado no Espírito Santo completa um ano. Na ocasião, 100 mil manifestantes foram às ruas da Grande Vitória, segundo estimativa da Polícia Militar. Além de percorrer ruas da capital, a população atravessou a Terceira Ponte, com destino à residência oficial do governador, na Praia da Costa, em Vila Velha.

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A redução das tarifas do transporte público, a não-aprovação da PEC 37, e o fim do pedágio da Terceira Ponte estiveram entre as principais reivindicações do grupo. A suspensão do pedágio causou grandes debates na Assembleia Legislativa, que chegou a ser ocupada por manifestantes insatisfeitos com o arquivamento de um decreto legislativo, que tentava pôr fim à cobrança irregular.

Após muitas discussões, o pedágio foi suspenso, e auditores do Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCES) começaram a analisar o contrato de concessão firmado entre o Governo do Estado, e a Rodosol, concessionária que administra a Terceira Ponte. O assunto ainda causa polêmica.
Em abril deste ano, a Corte de Contas divulgou um relatório inicial da auditoria, no qual aponta a obtenção de lucro de R$ 798 milhões por parte da concessionária. Na última segunda-feira (16), a Rodosol protocolou defesa no TCES, alegando ter registrado prejuízo de R$ 85,7 milhões. O caso deverá ser analisado por uma nova equipe da Corte.

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A maior manifestação já realizada no Espírito Santo começou de forma pacífica em Vitória, mas acabou em tumulto, quebra-quebra, saques, vandalismo e destruição dos prédios da Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça e Ministério Público do Espírito Santo.

A passeata percorreu as avenidas Fernando Ferrari e Reta da Penha. Em seguida, os manifestantes caminharam em direção ao Tribunal de Justiça, passando pela Assembleia Legislativa do Estado, mas boa parte das pessoas voltou a subir a ponte, dividindo o movimento. Um grupo também saiu de Vila Velha e se concentrou na Praça do Pedágio. Durante o trajeto, os dois sentidos da via foram ocupados pelos manifestantes.A concessionária Rodosol liberou as cancelas.

Manifestação reuniu cerca de 100 mil pessoas, segundo a PM Foto: Everton Nunes

Manifestantes atiraram pedras contra as janelas dos prédios dos dois poderes e quebraram as vidraças. No Tribunal de Justiça, um pequeno grupo conseguiu invadir e colocar fogo na entrada do edifício. Uma cabine da Polícia Militar que estava próxima ao local foi derrubada. Homens do Batalhão de Missões Especiais (BME), acionados pelo presidente do órgão, desembargador Pedro Valls Feu Rosa, precisaram agir para conter a ação dos criminosos. Um cordão de isolamento em volta do prédio foi feito para evitar que novas depredações ocorressem no local. O clima ficou tenso na região da Enseada do Suá, houve confronto com a polícia e disparos de balas de borracha.

A maioria dos capixabas que naquela noite chegou a sentar no chão diante das provocações de vândalos, que atearam fogo na fachada do Tribunal de Justiça. A técnica para diferenciar-se dos baderneiros é uma estratégia adotada, há muitos anos, por manifestantes argentinos. Mas por aqui, não deu certo.

A Rede Vitória utilizou um helicóptero para registrar o protesto, que ganhou repercussão nacional.