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Buscas a desaparecidos de naufrágio em Angra dos Reis devem recomeçar hoje

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Buscas a desaparecidos de naufrágio em Angra dos Reis devem recomeçar hoje

Rio - Mergulhadores do Corpo de Bombeiros devem retomar ainda na manhã desta segunda-feira, 30, as buscas aos cinco desaparecidos do acidente com a traineira Minas Gerais, que afundou na noite de sábado, 28, próximo à Ilha de Meros, na Baía de Ilha Grande, Angra dos Reis.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, os mergulhadores seguem para o local do naufrágio, mas ainda não é possível informar se eles terão condições de fazer as buscas. Desde ontem chove na região e o vento está muito forte. O local do acidente fica na saída de Ilha Grande para o mar aberto, numa área em que a profundidade chega a 40 metros. As buscas estão interrompidas desde as 13h30 de domingo, 29. Entre os desaparecidos estão o vice-prefeito de Arantina (MG) José Geraldo da Silva, de 48 anos, três amigos dele e um ajudante de convés.

Além do Corpo de Bombeiros, quatro embarcações da Marinha participam das buscas - três da Capitania dos Portos de Angra dos Reis e o navio-patrulha Gurupá, que saiu do Rio de Janeiro no domingo com destino a Angra dos Reis.

O naufrágio da traineira com 13 tripulantes a bordo ocorreu nas proximidades da Ilha dos Meros, que fica perto da Praia de Proveta. A região costuma ter mar revolto e o mau tempo pode ter contribuído para o acidente, acredita o presidente da Fundação de Turismo de Angra dos Reis, Klauber Valente. "Já é um lugar em que o mestre da embarcação tem que ter muito cuidado. O barco acabou virando", disse.

A embarcação Minas Gerais foi uma das quatro alugadas por 47 turistas de Arantina, cidade da Zona da Mata, que tem 2.800 habitantes e fica a 360 km de Belo Horizonte. O grupo costuma viajar regularmente para pescar em alto-mar. Eles saíram às 9 horas de Arantina, de ônibus, com destino a Angra dos Reis. À tarde, embarcaram nas traineiras no Cais do Camorim e navegaram por cerca de três horas até o ponto próximo à Ilha dos Meros. Como não conseguiram pescar nada ali, resolveram mudar de local. Ao fazer a manobra, o barco afundou.

Todos os pescadores estavam com coletes salva-vidas. Oito deles conseguiram nadar até a ilha. Alguns se apoiaram em madeiras que se soltaram do barco. Eles foram resgatados pela embarcação Garamar, de pescadores da Praia de Provetá, e pelas traineiras que faziam parte do grupo de Arantina. A Defesa Civil foi acionada pelo sistema de rádio de uma das embarcações e avisou o Corpo de Bombeiros e a Capitania dos Portos.

A interrupção das buscas ontem deixou ainda mais apreensivos os moradores de Arantina, que aguardam notícias sobre os desaparecidos. O vice-prefeito José Geraldo foi vereador por três mandatos e presidiu a Câmara dos Vereadores. Ele é casado e tem dois filhos. O prefeito da cidade, Francisco Carlos Ferreira Alves (DEM), foi avisado ainda na madrugada sobre o acidente. "O clima aqui está horrível. Foi um choque muito grande para todos nós. É uma cidade muito pequena, todos se conhecem. Esse grupo está acostumado a fazer pescaria em Angra, eles vão a cada dois meses. Nunca aconteceu algo assim", afirmou o prefeito. "A família do José Geraldo está apavorada. Ainda temos esperanças que eles consigam ser resgatados."

A Ilha dos Meros é um ponto de mergulho famoso no entorno da Ilha Grande. Também é comum o aluguel de embarcações para a prática de pesca noturna. De acordo com o sargento Miranda, do Corpo de Bombeiros, embora muito procurado, o local é tido como perigoso. A Marinha informou ainda que um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação, cujo prazo de conclusão é de 90 dias, será instaurado para apurar "as causas, circunstâncias e responsabilidades pelo ocorrido".