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Júri de NY não condena policial por morte de homem negro

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Júri de NY não condena policial por morte de homem negro

Nova York - Um grand jury da cidade de Nova York decidiu não condenar o policial branco Daniel Pantaleo pela morte de Eric Garner, um homem negro suspeito de contrabandear cigarros. Em um vídeo, o policial aparece estrangulando Garner.

Jonathon Moore, advogado da família da vítima, não esperava esse veredicto. "Estou realmente surpreso, devido às provas da fita de vídeo e exame do legista, que esse grand jury, neste momento, não indiciou (o policial) por qualquer crime. É simplesmente surpreendente", afirmou Moore.

A decisão em Staten Island aconteceu uma semana após um grand jury em Ferguson decidir não condenar o policial branco pela morte do jovem negro de 18 anos Michael Brown em Fergusson, no estado de Missori, o que provocou protestos violentos em diversas cidades americanas. O ato pode alimentar as tensões que surgiram desde a morte de Garner em 17 de julho. O caso provocou indignação especialmente devido às comparações com a morte de Browm. Foram realizados protestos contra o policiamento considerado racista e o Ministério Público Federal teve de intervir.

O grande júri de Nova York poderia ter considerado uma série de acusações, de uma acusação de assassinato a um delito menor, como negligência. Um vídeo filmado por um espectador e amplamente visto na internet mostra Garner pedindo a um grupo de policiais para deixá-lo em paz enquanto tentavam prendê-lo.

Pantaleo respondeu envolvendo o braço em volta do pescoço de Garner em um aparente

estrangulamento, o que é proibido pela polícia de Nova York. No vídeo, Garner diz ofegante que não consegue respirar. Um segundo vídeo mostra a polícia e paramédicos se esforçando para reviver Garner, enquanto ele permanece imóvel no chão. Mais tarde, ele morreu em um hospital.

De acordo com o exame do legista, a morte de Garner foi um homicídio, causado pelo estrangulamento. O patologista forense contratado pela família de Garner, Michael Baden, concordou com essas conclusões. Segundo ele, a hemorragia no pescoço de Garner indica agressão.

Dirigentes sindicais da polícia e o advogado de Pantaleo argumentaram que o oficial usou um movimento de takedown ensinado pelo departamento de polícia e não um estrangulamento, porque Garner resistiu à prisão. De acordo com eles, a má saúde de Garner foi o principal motivo de sua morte. Fonte: Associated Press.