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Após ocupações, SP adia começo do ano letivo em duas semanas

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Após ocupações, SP adia começo do ano letivo em duas semanas

São Paulo - A Secretaria da Educação do Estado adiou em duas semanas o começo do ano letivo por causa das ocupações de escolas contra a reorganização da rede proposta pela gestão Geraldo Alckmin (PSDB). Até a noite desta sexta-feira,11, ainda havia 99 colégios tomados por alunos. Segundo a pasta, o encerramento das aulas será normal em 96% das 5,1 mil escolas estaduais e o calendário de reposição será definido em cada diretoria regional de ensino.

Na semana passada, Alckmin anunciou que a reorganização seria suspensa para que houvesse diálogo com a rede em 2016. Cerca de 311 mil alunos das escolas afetadas pela proposta - inclusive das 93 unidades que seriam fechadas - terão a matrícula renovada automaticamente e permanecerão nos mesmos colégios.

O novo período de transferência de alunos será entre 5 e 11 de janeiro. A consulta sobre a mudança deve ser feita no dia 22. Para os docentes, a atribuição de aulas será nos cinco primeiros dias de fevereiro.

De acordo com a pasta, a reposição das classes será realizada nos meses de dezembro e janeiro, mas não há uma data-limite. O objetivo, afirma a secretaria, é ter um calendário complementar, "garantindo a todos os alunos os 200 dias letivos."

Neste ano, também houve uma greve de professores de 92 dias, a maior da história da categoria, o que afetou as aulas em parte das escolas da rede. A secretaria afirma que, para os alunos afetados pela paralisação, todas as classes já foram repostas em julho.

Das 99 escolas ainda ocupadas, a maioria (53) fica na capital, Outras 18 ficam na região metropolitana e 28 colégios estão no interior do Estado. No auge da mobilização, 196 unidades foram tomadas por estudantes contrários à reorganização.