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Acusado de executar médica recebe proposta de até R$ 100 mil para livrar mandantes

Polícia

Acusado de executar médica recebe proposta de até R$ 100 mil para livrar mandantes

Essa é a segunda proposta feita para Dhionatas durante as audiências de instrução

Dhionatas foi ameaçado duas vezes para mudar depoimento

O jovem acusado de executar a médica Milena Gotardi, Dhionatas Alves, teria recebido uma proposta entre R$ 50 mil e R$ 100 mil para livrar mandantes e intermediários do crime. A proposta teria sido feita por Valcir da Silva, apontado como um dos intermediários, no segundo dia de audiências de instrução do processo.

Valcir teria contratado Dhionatas para assassinar a médica, em setembro do ano passado. Já na última quarta-feira (17), durante o julgamento, ele teria feito a ameaça, que foi registrada pela defesa na ata do segundo dia de audiências de instrução do caso.

Essa não foi a primeira vez que Dhionatas sofreu uma intimidação. Na última terça-feira (16), ele acompanhava os depoimentos das testemunhas ao lado dos outros réus, quando teria sido abordado por Valcir e por Hilário Frasson, ex-marido da vítima, acusado de ser um dos mandantes do crime.

“Ontem, para a nossa surpresa, mesmo diante do posicionamento do juiz, do episódio que aconteceu na terça-feira, nesta quarta-feira o Valcir, com a certeza de impunidade, novamente abordou e novamente ficou registrado isso na ata de audiência”, informou o advogado de defesa de Dhionatas, Leonardo Rocha.

Valcir teria oferecido dinheiro a Dhionatas

Desde o início das investigações, Dhionatas colaborou com o trabalho da polícia. O rapaz confessou o crime e, a partir daí foi possível chegar até os outros envolvidos. Por questões de segurança, assim que foi instaurado o processo, a defesa solicitou que Dionatas fosse mantido longe dos mandantes e intermediários.

“A defesa quer que eles tenham condições de prestar um depoimento livre de qualquer pressão psicológica, de qualquer preção moral, que eles possam prestar os esclarecimentos deles, para o bem ou para o mal de qualquer tipo de pessoa”, disse o advogado, que também defende Bruno Broeto.

Os depoimentos das testemunhas de acusação ouvidas nos últimos dois dias foram considerados positivos para Bruno, acusado roubar e entregar para Dhionatas a moto utilizada no momento do crime. A orientação da defesa é de o que o executor continue colaborando com a Justiça até o final do processo.

Nos dias 30 e 31 de janeiro serão ouvidas as testemunhas de defesa dos réus. Ao final das audiências de instrução do processo, os réus devem ser interrogados e a Justiça vai decidir se eles vão ou não a júri popular.

Confira o vídeo da matéria: