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Grupo de amigos tem prejuízo de R$ 1,8 mil ao comprar ingressos falsos para show em Guarapari

Polícia

Grupo de amigos tem prejuízo de R$ 1,8 mil ao comprar ingressos falsos para show em Guarapari

Vítimas disseram que compraram os tíquetes com cambistas, na frente da casa de shows. No entanto, na hora de entrar, foi constatada a falsificação

Semelhança dos ingressos falsos com os originais surpreendeu as vítimas

Um grupo de amigos teve um prejuízo de cerca de R$ 1,8 mil ao comprar ingressos falsos, de cambistas, para um show em Guarapari, no último sábado (30). No momento em que os nove amigos se preparavam para entrar na casa de shows, funcionários do estabelecimento constataram a falsificação e o caso foi parar na polícia.

As vítimas pretendiam curtir o show do DJ Alok e da dupla Jorge e Mateus. Elas contam que começaram a procurar os ingressos no dia da festa, mas, nos postos de venda, eles já estavam esgotados.

"Quando eu cheguei na bilheteria, também teve a mesma notícia de que não teria ingresso. Nisso que eu saí da bilheteria, já tinham dois cidadãos que me abordaram: 'você está procurando ingresso para o show? A gente é cambista'. Falei: 'A gente está querendo camarote, mas não está conseguindo, já está esgotado'. Eu até pensei que à noite, de repente, a gente poderia voltar e comprar. Foi quando eu tive a infelicidade de conhecer esses dois caras e fazer o negócio", contou um dos integrantes do grupo, um chef de cozinha que preferiu não se identificar.

As vítimas contam que pagaram R$ 200 por cada ingresso, que daria acesso ao camarote open bar. O preço oficial era R$ 350 cada, mas como eram nove pessoas, o cambista deu um desconto. Ao todo, o grupo gastou cerca de R$ 1,8 mil, acreditando que seria um bom negócio. No entanto, na hora de entrar, veio a surpresa.

"A gente chegou, enfrentou aquela fila toda e, quando a gente já estava naqueles corredores que eles fazem, a menina me abordou para pegar o ingresso. Ele brilhou normal na luz negra, parecia perfeito. Quando ela foi passar no código de barra, constou que o ingresso era falso. Aí ela sutilmente perguntou: 'onde você comprou esse ingresso?', eu falei: 'comprei aqui na porta, com um cambista'. E ela: 'ah, então é falso", contou o rapaz.

A qualidade do ingresso falsificado surpreendeu as vitimas. "O tamanho do ingresso é o mesmo, a qualidade do papel é a mesma, o desenho, a formatação dos números. É tudo realmente idêntico", disse uma microempresária, que também não quis se identificar.

No entanto, um detalhe passou despercebido: os códigos de barras eram os mesmos em todos os ingressos. Ao saberem da falsificação, as vítimas procuraram a Polícia Militar, na porta da casa de shows.

Vítimas registraram um boletim de ocorrência na Polícia Civil

"Fomos recorrer à polícia, mas a PM não deu importância. A gente queria informações sobre onde poderíamos tomar alguma providência naquele momento e disseram: 'ah, só a Polícia Civil. Mas nem adianta ir hoje, porque hoje eles não estão trabalhando'. Fomos no outro dia na Polícia Civil e, chegando lá, ainda chamaram nossa atenção: 'porque vocês não vieram ontem à noite?', eu disse: 'porque a PM informou que vocês não estariam trabalhando'", contou o chef.

A microempresária disse que um show tão aguardado por todos acabou virando motivo de grande frustração.

"A gente saiu daqui numa super expectativa, todo mundo arrumado, com bagagem pronta. E eu numa expectativa maior, porque seria a primeira vez que eu iria nessa casa de show em Guarapari, com Alok e Jorge e Mateus, que são atrações nacionais. E ia ser a primeira vez que eu ia participar de um camarote open bar. Então eu fui nas três expectativas e, no final das contas, não superei nenhuma", lamentou.

Orientação

A venda de ingressos em porta de shows não é proibida no Brasil, mas a falsificação dos tickets é considerada crime de estelionato. O professor de direito, Raphael Fonseca, orienta que, para não perder dinheiro em casos assim, o ideal é comprar ingressos somente em postos de venda autorizados.

"Em eventos grandes, como esses que estão ocorrendo agora no litoral do Espírito Santo, nós temos vários pontos de venda. Temos a venda pela internet também. Então sempre deve-se comprar ingressos em postos autorizados", orientou o professor.

No caso de cair nesse tipo de golpe, a orientação é acionar a polícia. "Quando você tem muitas pessoas procurando, comunicando a policia, lavrando efetivamente o boletim de ocorrência e registrando isso, você traz para a Polícia Civil a possibilidade de se investigar esse tipo de crime e até fazer a prisão desses indivíduos", ressaltou.

Confira o vídeo da matéria: