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'Se for culpado, Hilário será expulso. É a nossa decisão', diz chefe da Polícia Civil no Estado

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Polícia

'Se for culpado, Hilário será expulso. É a nossa decisão', diz chefe da Polícia Civil no Estado

Daré foi arrolado pela defesa de Hilário e prestaria depoimento na última terça-feira. No entanto, foi liberado após se recusar a falar na frente dos réus

Thaiz Blunck

Redação Folha Vitória

O chefe da Polícia Civil do Espírito Santo, Guilherme Daré, participou da abertura do concurso público da Polícia Civil no Espírito Santo, na manhã desta quarta-feira (31), no Palácio Anchieta, e aproveitou a ocasião para falar sobre a audiência de instrução sobre o caso da médica Milena Gottardi.

O delegado foi arrolado pela defesa do policial civil Hilário Frasson, acusado de ser um dos mandantes do crime, e seria a primeira testemunha a prestar depoimento na última terça-feira (30). No entanto, ele foi liberado pela defesa do acusado após se recusar a falar na frente dos réus. 

"Ontem, eu fui chamado para testemunha de defesa sem ser consultado. Eu não fui chamado e não quis ser testemunha de defesa. Fui intimado pelo Poder Judiciário para comparecer lá e como cidadão, eu sou obrigado à ir porque respeito a decisão da Justiça. No momento que fui, pedi para retirar os réus da sala porque não me sentia confortável, principalmente porque não queria ser testemunha de defesa. Nesse momento é que fui dispensado", explicou. 

Sobre a atuação de Hilário Frasson na Polícia Civil, o delegado destacou a eficiência do policial e reiterou que o fato de ter feito um bom trabalho não dá credencial para que ele continue na instituição. Segundo Daré, se apontado como culpado, Hilário será expulso da instituição de acordo com o que prevê a legislação da Polícia Civil. 

"O mesmo trabalho que ele fez no Poder Judiciário com eficiência, fez na Polícia Civil, mas isso não quer dizer que desnatura tudo de ruim que ele fez com a família e com a esposa. O fato de ter praticado o crime não tira a qualificação dele como profissional naquela área, mas também não dá credencial para que ele continue no quadro da Polícia Civil. Se apontado como culpado, ele será expulso porque essa é a decisão nossa. No nosso quadro não ficam pessoas que não merecem participar do trabalho da polícia", concluiu. 

Daré afirmou ainda que acredita no trabalho de investigação feito pela Polícia Civil no caso e que não poderia ser testemunha de defesa. 

"Eu confio no trabalho da DHPP, confio no trabalho da polícia que apontou os réus como supostos autores do homicídio. Eu, como delegado, apoio a DHPP e acredito no trabalho de investigação da Polícia Civil, então não poderia de forma alguma ser testemunha de defesa", concluiu. 

Audiências
As audiências sobre o caso começaram no dia 16 de janeiro, quando foram ouvidas as testemunhas de acusação, arroladas pelo Ministério Público Estadual (MPES). Já os depoimentos das testemunhas de defesa dos réus começaram a ser prestados na última terça (30).

Nesta segunda etapa, as testemunhas de defesa foram convocadas pelos advogados dos réus para prestarem esclarecimentos. No total, serão ouvidas 55 testemunhas. Nesta terça, serão ouvidas 9 testemunhas. 

Nesta quarta-feira, serão ouvidas apenas 5. Duas testemunhas que iam prestar depoimento na terça-feira estão em viagem. São elas: Padre Pedro Luchi e Rodrigo Alves Aver. Quando uma testemunha está em viagem, o juiz deve marcar uma nova audiência para ouvi-la.

As audiências para ouvir as testemunhas de defesa de Dionathas Alves Vieira e Bruno Rodrigues Broetto ainda não foram marcadas, e não há uma previsão.

O crime
A médica Milena Gottardi Tonini Frasson, de 38 anos, que atuava como pediatra oncológica, saía de mais um plantão no Hospital das Clínicas, em Maruípe, Vitória, no final da tarde. Ela seguia acompanhada de uma amiga, também médica, para o estacionamento do hospital, onde estava seu carro, quando foi abordada por um homem armado. O crime aconteceu no dia 14 de setembro de 2017.

O suspeito chegou a anunciar um assalto e mandou as duas vítimas entregarem seus pertences. Elas obedeceram às ordens do suposto assaltante, mas, antes de as médicas entrarem no veículo de Milena, o criminoso atirou três vezes na direção da pediatra, que foi atingida na cabeça e na perna. Em seguida, o atirador fugiu em uma moto. Milena chegou a ser socorrida e foi internada em um hospital particular da capital, mas morreu no dia seguinte.