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Idosos e mulheres são presos acusados de formarem rede de exploração de menores na Grande Vitória

Polícia

Idosos e mulheres são presos acusados de formarem rede de exploração de menores na Grande Vitória

Um dos acusados é sargento reformado da PM. Segundo as investigações, o foco de atuação dos criminosos era em Cariacica, onde o grupo agia há quatro meses

Acusados foram levados para a DPCA, em Vitória Foto: TV Vitória

Cinco pessoas foram detidas, na manhã desta sexta-feira (06), acusadas de formarem uma rede de exploração de crianças e adolescentes que agia na Grande Vitória. Foram presas duas mulheres, que fariam parte dessa quadrilha, e três idosos, acusados de serem clientes da organização. O foco de atuação dos criminosos era em Cariacica.

Segundo a polícia, a quadrilha agia há aproximadamente quatro meses no município. As duas mulheres detidas - Daiane Ferreira, de 22 anos, e Andréia de Souza Botelha, de 35 - são acusadas de aliciarem meninas pelas ruas da cidade. 

Questionada pela imprensa sobre sua participação no esquema, Andréia preferiu não falar. Uma acompanhante dela chegou a agredir um cinegrafista de uma equipe de televisão.

Já os três homens, suspeitos de serem clientes da quadrilha, são Cosme Almeida, Martinho Carvalho Scardua - ambos de 75 anos - e o sargento reformado da Policia Militar Adevenir de Souza Moulaz, de 60.

Até o final do ano passado, Adevenir trabalhava no setor administrativo do 7º Batalhão da Polícia Militar, em Cariacica. Após sua prisão, ele foi encaminhado para o presidio militar, que fica no Quartel da PM, em Maruípe, Vitória.

Os outros dois acusados foram apresentados pela polícia na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), em Vitória. Cosme confirmou que teve relações com uma adolescente, mas alega que foi obrigado por uma das aliciadoras a fazer sexo com a menor. Já Martinho negou ter praticado qualquer crime contra as jovens.

Investigações

As duas mulheres são acusadas de aliciarem as menores e os homens, de serem clientes da quadrilha Foto: Divulgação/PC

Foram 45 dias de investigação, que começaram a partir de uma denuncia anônima. Segundo o titular da DPCA, delegado Lorenzo Pazolini, as investigações continuam para identificar outros integrantes da quadrilha e possíveis clientes. Ele disse que as menores recebiam de 30% a 70% do valor cobrado por cada programa, que variava de R$ 50 a R$ 100.

"Havia duas mulheres que intermediavam esses fatos, procuravam adolescentes em Cariacica e ofereciam os serviços delas aos clientes. Essas adolescentes eram usadas, ou seja, a aliciadora ganhava a confiança delas e as utilizava nas práticas ilícitas", explicou o delegado.

De acordo com Lorenzo Pazolini, os três idosos serão indiciados por estupro de vulnerável, cuja pena pode chegar a até 15 anos de prisão. Já as acusadas de serem aliciadoras das adolescentes responderão por induzir à prostituição menores de 18 anos e também poderão pegar 15 anos de reclusão.

Um homem também suspeito de integrar a quadrilha continua foragido. No entanto, segundo o delegado, a polícia já sabe onde ele está e o mandado de prisão deverá ser cumprido em breve.

Até o momento a policia já identificou três menores aliciadas pela quadrilha: uma de 17, outra de 16 e a mais nova, de apenas 13 anos. Segundo Pazolini, a mais nova vendeu a virgindade para um dos acusados por aproximadamente R$ 200. 

Agora elas estão com suas respectivas famílias, mas vão ser assistidas pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) do município de Cariacica.