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Mãe que queimava o corpo e boca do filho de quatro anos é presa em Vitória

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Polícia

Mãe que queimava o corpo e boca do filho de quatro anos é presa em Vitória

O pai da criança denunciou a tortura após uma visita do filho. A mãe foi presa e a criança está em um abrigo enquanto o Conselho Tutelar busca parentes dela para entregar o menino

A mãe confessou a tortura, mas afirmou que queria apenas educar a filha Foto: ​DPCA

Uma mulher de 48 anos foi presa nesta quarta-feira (15), em Vitória, acusada de torturar o filho de apenas quatro anos. Quem descobriu o crime foi o pai da menina, que viu as marcas de queimadura pelo corpo, boca e língua da criança. A mulher torturava o filho há pelo menos um ano.

De acordo com o delegado Lorenzo Pazolini, titular da DPCA, o pai da criança fez a denúncia de tortura no Conselho Tutelar e também na delegacia no final do mês de fevereiro. A tortura sofrida pela criança foi descoberta em um dos finais de semana em que a criança passou com o pai. 

“A mulher é separada do pai da criança e a cada 15 dias o menino ficava um final de semana inteiro com o pai. Foi então que ele percebeu que o filho estava com marcas de queimadura nos braços, pernas, costas, boca e até na língua. Depois que ele fez a denúncia, iniciamos as investigações e chegamos até a acusada”, afirmou.

Pazolini disse que a acusada não negou que tinha feito os ferimentos do filho, mas que a intenção não era machucar. 

“Ela confessou que bateu e queimou a criança com o intuito de educar o filho. Acreditamos que a tortura acontecia há pelo menos um ano devido os ferimentos já cicatrizados”.

Apesar de ter sido  retirada da presença da mãe, o menino ainda não teve um final feliz: ele está em um abrigo do Conselho Tutelar.

“O pai do menino não ficou com ele alegando não ter condições por trabalhar muito e não ter ninguém que pudesse tomar conta do filho. Agora o conselho está buscando parentes da criança para que ela possa ficar aos seus cuidados”, disse o delegado. 

A mulher responde pelo crime de tortura e já está no presídio a disposição da justiça. Se for condenada, ela poderá cumprir uma pena que varia de dois a oito anos.