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Mortes de jovens em Guarapari: Celulares de vítimas são analisados e famílias prometem protestar por justiça

Polícia

Mortes de jovens em Guarapari: Celulares de vítimas são analisados e famílias prometem protestar por justiça

Os celulares dos jovens Lorrayne Santiago Vieira, de 16 anos, e Fábio Kil, de 20 anos, encontrados mortos em uma praia de Guarapari, na última segunda-feira (14), ainda estão sendo analisados pela Delegacia de Crimes Contra a Vida de Guarapari. A informação foi confirmada pelos familiares dos jovens, na manhã desta quarta-feira (16).

“A gente aguarda a análise dessas mensagens. A informação é que ela vinha recebendo ameaças. Tudo está sendo analisado pela Justiça”, explicou o tio de Fábio, Ricardo Miguel.

De acordo com a tia de Lorrayne, Eliete Francisca Vieira, a expectativa é de que os familiares dos jovens prestem depoimento até o final desta semana. Ela disse ainda que, na semana que vem, a família dos jovens poderá realizar um protesto no município para cobrar respostas da Justiça.

“Não queremos que este caso seja esquecido. Queremos uma resposta rápida. Se não conseguirmos nenhum retorno, vamos protestar na porta da delegacia. Nosso objetivo não é julgar ninguém, só queremos respostas", explica Eliete.

Por meio da assessoria de imprensa da Polícia Civil, o delegado Alexandre Linconl informou que não iria se manifestar sobre o caso para não prejudicar as investigações.

O caso

Os jovens foram encontrados mortos, na manhã da última segunda-feira (14), no local conhecido como Três Praias, em Guarapari, na Grande Vitória. Segundo familiares, os dois teriam saído de casa para lanchar na noite de domingo (13), e não voltaram mais. A moto de Fábio foi encontrada próxima à praia, e o corpo do rapaz estava na areia. O corpo de Lorrayne estava boiando na água.

Ainda na segunda-feira (14), o delegado ouviu o ex-namorado de Lorrayne, Valbert Ramos Pires, de 20 anos, apontado como suspeito do crime. Eles estavam separados há oito meses e, segundo familiares e amigos, não aceitava o fim do relacionamento. Em depoimento que durou mais de uma hora, o rapaz negou qualquer participação no crime e ameaças à estudante, e foi liberado pela polícia.

A princípio, a hipótese de latrocínio, isto é, roubo seguido de morte, foi descartada já que nenhum dos pertences das vítimas foi levado. Segundo o delegado, o crime teria sido praticado por, pelo menos, duas pessoas.

O enterro dos jovens foi realizado na tarde da última terça-feira (15).